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A austeridade alcança os banqueiros a meias

Quinta-feira, 9 Fevereiro 2012

A hipocrisia dos partidos sistémicos nom conhece limites. Como costumam, seja o Partido Popular ou o PSOE quem esteja à frente do governo espanhol, gerrem a cada vez menor margem de que desfrutam por causa da cessom de soberania às instituiçons europeias e mundiais, com a vista posta em  protegerem os interesses da burguesia sem, na medida do possível, provocarem desnecessárias explosons de ira popular.

Sobre isto último, o Partido Popular exerce de gestor experiente, ao conseguir em apenas umhas semanas conjurar possíveis movimentos dos sindicatos do regime ante o retrocesso salarial aprovado e as reformas introduzidas na negociaçom coletiva e, agora, apresentando umha “drástica” reduçom dos salários que recebem os diretivos dos entidades financeiras que receberám dinheiro do Fundo de  Reestruturaçom Ordenada Bancária.

Concretamente, os executivos das caixas que recebam tanto FROB 1 (empréstimos) como FROB 2 (açons) verám mermados os seus rendimentos no presente exercício, segundo filtrárom fontes do Ministério espanhol da Economia.

Desta maneira, receber novas ajudas públicas, em forma de empréstimos da nova linha do FROB, significará limitar as retribuiçons dos presidentes, conselheiros delegados e diretores gerais a 600.000 euros. Além disso, como prevê a norma para os diretores com empréstimos do conhecido como FROB 1, suspenderám-se as remuneraçons variáveis, que incluem os fundos de pensons, durante os próximos três anos. Decorrido esse tempo, Economia e o Banco de Espanha avaliarám se as entidades cumprírom os objetivos afixados para libertar o pagamento deste teito segmento da retribuiçom.

Para as entidades que fôrom nacionalizadas, a retribuiçom máxima dos presidentes ou conselheiros executivos estabelece-se em 300.000 euros por todos os conceitos, eliminando-se também a retribuiçom variável em forma de bonus e os lucros de pensons. Para os conselheiros rasos, sem cargo, o ajuste é ainda maior, já que o salário por todos os conceitos, incluídas as ajudas de custo, nom poderá ir além dos 50.000 euros anuais.

Na Galiza, a medida afeta 4 executivos e 2 conselheiros em Novagalicia. O seu presidente, José María Castellano, perderá ao menos 600.000 euros anuais, ao passar de 899.000 euros que percebia até agora para um máximo de 300.000. Similar será o corte para o conselheiro delegado, César González-Bom, que recebeu 891.000 euros. Junto a eles, outros dous altos diretores que cobram mais de 300.000 euros.

Nom fai falta realizar umha sisuda análise da proposta do governo para se indignar pola tentiva de a fazer passar por umha medida de justiça social. No caso galego, os diretivos de Novagalicia, que percebeu 2.465 milhons do FROB 2, continuarám a cobrar umha quantidade milionária, enquanto os trabalhadores e trabalhadoras galegas verám reduzido o seu poder aquisitivo por causa dos acordos de retrocesso salarial apadrinhados polo governo espanhol.

E nom só. A proposta do governo nom tem caráter retro-ativo, daí que os diretivos das caixas que recebêrom dinheiro público nom tenham que devolver as retribuiçons recebidas até o momento e que, no caso de Novagalicia, ascendem nalguns casos até mais de 842.000 €, com ajudas de custo de mais de 30.000 e planos de pensons milionários.