O naval de Ferrol retoma as mobilizaçons
No manhá de hoje, 5.000 trabalhadores e trabalhadoras do naval trasanquês retomárom as mobilizaçons para exigir carga de trabalho para os estaleiros e futuro para um setor chave da economia da comarca e do País, ameaçado pola maior crise da sua história.
Depois de umha multitudinária assembleia operária em que se aprovou o novo calandário de mobilizaçons para as seguintes semanas, as trabalhadoras e trabalhadores do naval dirigírom-se até o Concelho de Ferrol para reclamar o cumprimento das promesas realizadas polo presidente da Cámara Municipal, antes das eleiçons espanholas de 20 de novembro.
Enquanto umha representaçom do Comité de Empresa dos estaleiros mantinha umha reuniom com o presidente da Cámara, os trabalhadores e trabalhadoras decidírom ocupar a sede do Concelho de forma simbólica, respondendo a polícia local com o uso de gás pimenta contra os manifestantes. A desproporcionada açom policial provocou danos menores no mobiliário do Concelho e serviu para o anuncio de sançons e represálias contra @s operár@s lá presentes.
A nova demonstraçom de força do proletariado trasanquês vai ter continuidade nas próximas semanas, cumprindo com o calendário de mobilizaçons aprovado na assembleia desta manhá. Nos próximos dias 7, 8 e 9 terá lugar umha marcha a pé até a Corunha, na qual participarám representantes dos trabalhadores e culminará com umha manifestaçom ante o prédio da Delegaçom do Governo espanhol na Galiza. Nos próximos dias, é possível que se anuncie umha manifestaçom em Madrid.
O naval trasanquês ante umha crise histórica
O goteio de despedimentos nom cessa nas auxiliares que emprestam serviço nos estaleiros da comarca. No último quadrimestre de 2011, já fôrom 760 @s operári@s despedid@s e em 2012 prevê-se que seja ainda mais duro, dada a ausência de perspetiva de nova carga de trabalho.
Hoje mais do que nunca o futuro do naval trasanquês está mais comprometido que nunca. Só a organizaçom operária e umha decissom firme da CIG de colocar-se com audácia á frente de um conflito histórico, desligando-se assim das estratégias dilatantes do resto de sindicatos com representaçom entre os trabalhadores e trabalhadoras, é garantia de continuidade deste sector chave da nossa economia.











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