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Venhem tempos de negras nuvens de trevoada

Sexta-feira, 30 Dezembro 2011

Telmo Varela

E tal a situaçom que estamos a viver, e perante os novos cortes, já anunciados polo flamante governo do PP, que som previsíveis distúrbios inconscientes e desorganizados, espontáneos e às vezes sem tom nem som.

Por isso é fundamental que o movimento obreiro, que é o movimento da classe mais avançada, o proletariado, se organize a passos agigantados. Esta é a tarefa principal da organizaçom de vanguarda.

A propaganda e agitaçom tem que ser contínua, alertando e orientando as massas da importáncia da luita consciente e organizada para que as revoltas, greves, manifestaçons políticas contra a oligarquia tenham resultados favoráveis para a acumulaçom de forças revolucionárias.

O inimigo desde o ano 2007 vem preparando-se com o incremento das forças repressivas, na sua modernizaçom e aquisiçom de novas e mais sofisticadas armas, para afrontar ferozes confrontos e reprimir com contundência o movimento obreiro. É importante denunciar e alertar o povo deste rearmamento do inimigo. Mas mais importante ainda é organizar. Educar e preparar o povo para formas superiores de luita revolucionária.

Os abusivos e criminosos cortes e as vergonhosas medidas de austeridade contra o serviços públicos, vam obrigar as massas a verdadeiros combates com as forças da “ordem” (desordem) na rua, a batalhas nas barricadas. Seguramente nom vai ser amanhá, mas todo aponta, e as últimas medidas assim o confirmam, que os acontecimentos se encaminham nessa direçom.

Com toda a segurança, antes de utilizar as forças repressivas (já preparadas e armadas até os dentes para esmagar o povo), a oligarquia vai recorrer aos políticos e sindicalistas bem pagos para que nos mintam, nos enganem, nos desmoralizem e nos dividam; e se isto nom lhes der resultado, pôr-se ao frente dos protestos para desviá-las dos seus verdadeiros objetivos e enleá-las em reivindicaçons que nom conduzem a nengures. A história do movimento obreiro está cheia destes exemplos. Sempre que o movimento popular nom está bem organizado e corretamente dirigido, os lacaios do grande capital conseguem o seu propósito.

Para que nom consigam o seu objetivo, o movimento obreiro necessita o Partido para organizar as amplas massas e aplicar de maneira rigorosa os métodos do trabalho conspirativo que fam com que as massas vaiam de vitória em vitória.

O Governo vai fazer esforços desesperados e pôr em jogo toda a classe de subterfúgios para impor ao povo trabalhador os planos económicos dos banqueiros e oligarcas de serviço. Estám decididos a consegui-lo sem escatimar em forças nem em meios. Vam sufocar, desde o mesmo início, e sem olhar a meios, qualquer foco de resistência e rebeldia.

O nosso dever, como revolucionários e revolucionárias, é apoiar com todas as nossas forças as luitas ali onde se derem e explicar às massas obreiras e ao povo em geral a transcendência que a luita tem para defender os nossos interesses de classe e ajudar a atingir a verdadeira liberdade para todo o povo trabalhador. É necessário agrupar todas as forças numha mesma direçom e fazer entender que o inimigo é o mesmo para todos e em todas as luitas.

Greves, manifestaçons, batalhas na rua, tais vam ser as conseqüências da desesperaçom a tantos cortes por parte do Governo. Chegaremos, por último, à etapa posterior, o que, com certeza, nom significa que o movimento se ache já, na sua totalidade, nesta fase superior de organizaçom e de luita consciente.

No movimento há ainda muitas cousas sem desenvolver; na populaçom veem-se bastantes traços de submissom, de passividade e resignaçom. Mas o que de verdade vai suceder é que as vagas de luitas espontáneas vam superar a capacidade das organizaçons independentistas revolucionárias.

Entom vai ser quando os elementos da vanguarda nom vam a ter mais remédio que pôr-se à frente da luita e nom em virtude de razoamentos teóricos, mas pola pressom e a força do crescente movimento.

Entom há que pôr-se à altura das tarefas novas, superiores, de luita, de luita encarniçada contra um inimigo despiadado e cruel. Toca-nos trabalhar arreio.

Prisom de Topas, Salamanca, 22 dezembro de 2011