Abrente

Ediçons digitais da publicaçom trimestral do nosso partido

Documentaçom

Textos e outros documentos políticos e informativos de interesse

Ligaçons

Sites recomendados de ámbito nacional e internacional

Opiniom

Artigos assinados sobre temas de actualidade galega e internacional

Video

Documentos audiovisuais disponíveis no nosso portal

Home » Notícias

Mais umha mulher assassinada na Galiza

Terça-feira, 13 Dezembro 2011

Matilde Vasques Ramalhal, soma-se à lista de mulheres vítimas do terrorismo machista no nosso país. Com ela já som quatro as galegas assassinadas ao longo de 2011.

NÓS-Unidade Popular denunciava ontem num comunicado público a “falta de soluçons e a mesma falta de interesse real para a aplicaçom de mecanismos efetivos contra a violência machista nas suas múltiplas manifestaçons“, por parte das instituiçons.

Este novo assassinato vem poucos dias depois de que as diversas instituiçons que governam no nosso país realizarám múltiplos atos e aprováram declaraçons de intençons de cara à galeria com motivo do “Dia Internacional Contra a Violência Machista”, passado 25 de novembro. 

Mas continuamos igual, as medidas que aplicará a Junta da Galiza, serám idênticas às implementadas até agora polos diferentes partidos sistémicos que pissarom a moqueta vermelha de Sam Caetano: nengumha.

Tal e como afirma o comunicado da Unidade Popular “o sistema capitalista e o regime jurídico-político que padecemos nom tem capacidade (nem há vontade política de parte dos indivíduos que o gerem) de acabar com a violência machista“.

As cínicas lamentaçons teatrais da miserável casta política nom deixam de ser umha mostra mais da hipocrisia destes profissionais do engano. Um minuto do seu tempo é o que vale para estes abutres a vida de Matilde.

Também Assembleia de Mulheres do Condado (AMC) emitiu comunicado de denúncia dos factos acontecidos em Carral manifestando solidariedade “com a família e amizades de Matilde” e animando “a todas as mulheres para que nom fiquem caladas” pois a “auto-organizaçom feminista é a única maneira de finalizar com o machismo“.

De Primeira Linha animamos todas as mulheres a sair à rua a denunciar este novo assassinato machista e a auto-organizar-se no seio do movimento feminista galego.

Reproduzimos polo seu interesse o comunicado feito público por NÓS-UP.

No dia de hoje, Matilde Vasques Ramalhal foi brutalmente assassinada polo seu ex-companheiro, Lino Botana, na paróquia de Tabeaio, no município de Carral.

Pouco mais que dizer que o já exprimido nos incontáveis comunicados que nos vemos na obrigaçom de emitir cada vez que há um assassinato machista. Estamos fartas de denunciar sempre a mesma falta de soluçons e a mesma falta de interesse real para a aplicaçom de mecanismos efetivos contra a violência machista nas suas múltiplas manifestaçons.

Mais umha vez, umha mulher foi assassinada por pretender exercer o seu direito à independência, pois Matilde morreu após decidir acabar a sua relaçom com o assassino. As mulheres seguimos a ser consideradas propriedades dos homens e punidas por nos negarmos a sê-lo. As inaceitáveis declaraçons do presidente da cámara da vila mostram a permissividade social que continua a existir perante a violência machista, pois emprega como atenuantes do acontecido que o assassino “estava no desemprego e bebia”.

Insistimos novamente em que o sistema capitalista e o regime jurídico-político que padecemos nom tem capacidade (nem há vontade política de parte dos indivíduos que o gerem) de acabar com a violência machista. Mas, sendo conscientes disso, chamamos à unidade das mulheres trabalhadoras para pressionarem as administraçons no sentido de pôr meios para umha assistência e assessoramento minimamente dignos, mas sobretodo, para adotar mecanismos urgentes de prevençom e educaçom.

Encorajamos mais umha vez à sororidade e à irmandade de classe para derrubar a opressom patriarcal, pedra angular de um sistema que explora a imensa maioria da humanidade.

Galiza, 12 de dezembro de 2011