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FARC responsabilizam Governo colombiano pola morte de prisioneiros de guerra

Quinta-feira, 1 Dezembro 2011

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia-Exército do Povo (FARC-EP) lamentáron a morte de quatro prisioneiros de guerra registada 26 de novembro no suloriental departamento do Caquetá e responsabilizárom Governo de Juan Manuel Santos por estas baixas, assegurando que tinha conhecimento da sua “iminente libertaçom unilateral”.

“Lamentamos profundamente o trágico desenlace da demencial tentativa de resgate ordenada polo Governo colombiano (…) o tempo que extendemos o nosso sentimento de pesar às famílias do sargento Libio José Martínez, o coronel Edgar Yezid Duarte, o major Elkin Hernández e o o intendente Álvaro Moreno”, recolhe o comunicado.

De acordo com as FARC, o Governo colombiano estava em conhecimento de que estes homens seriam libertados, posto que a informaçom aparecia plasmada nos documentos e material informático incautado no departamento do Cauca (sulocidente), na operaçom foi assassinado Alfonso Cano sexta-feira 4 de novembro junto a outros combatentes da organizaçom insurgente, após horas de confrontos com o exército oligárquico.

“É evidente que após conseguir a informaçom, o Governo Nacional e o alto mando militar adoptárom a determinaçom de frustrar a gestiom humanitária e os seus possíveis efectos. Os resultados estám à vista”, afirmam as FARC.

No comunicado do Estado Maior Central explicam que “a (ex) senadora Piedad Córdoba e o prestante grupo de personalidades femininas de todo o mundo, que solicitara assim em missiva que foi feita pública e foi recibida por nós em agosto de 2011, poderám dar fé da resposta afirmativa a sua solicitude na carta cujo conteúdo já tinha sido aprovado polo Secretariado em vida do Camarada Alfonso Cano”.

Em tal sentido foi ordenada a “transferência dos prisioneiros de guerra ao posível lugar que se indicaria no seu momento” e em conseqüência “a comunicaçom pública estava a ponto de producir-se”.

A morte de Alfonso Cano “nom podia frustrar o nosso propósito de propiciar a concreçom de um acordo de intercâmbio de prisioneiros de guerra, tal e como ele concebia”, indica o comunicado.

Acrescenta a guerrilha comunista que “o alude de imputaçons contra nós nom basta para encubrir a felonia de Juan Manuel Santos”.

“Catorze anos nom fôrom suficientes para que a oligarquia colombiana se condolesse um instante pola sorte dos soldados e polícias que entregam a sua vida, a sua integridade ou a sua liberdade por defender as suas imensas fortunas”, denunciam no texto, sinalando também que “perto de oitocentos guerrilheiros revolucionários e mais de sete mil quinhentos luitadores sociais, som submetidos a infame tratamento nas masmorras do regime e do império”.

Perante esta situaçom, “dialogar sobre um acordo que permita o intercâmbio de prisioneiros e abra as comportas a paz é umha necessidade histórica pola que clama Colômbia” conclui o comunicado.

Carta prévia a Colombianos e Colombianas pola Paz

Numha carta dirigida à organizaçom Colombianos e Colombianas pola Paz, as FARC afirmárom que libertariam os prisioneiros.

Porém também solicitavam que se tomara em conta “os guerrilheiros presos. À volta de 800”.

“A dor nom é só dos familiares dos prisioneiros no nosso poder. O humanitarismo deve olhar, sempre, com os seus dous olhos. Numha sá lógica, um acordo de paz na Colômbia deveria estar antecedido por um intercâmbio de prisioneiros entre as partes contendentes porque, sem dúvida, um evento tal facilitaria o caminho do entendimento e o fim da guerra, do conflito social e armado que se prolonga por seis décadas pola intransigência estéril dos governos”, sinala o comunicado.

No qual também se sublinha que “se deve por ponto final a umha longa história de violência institucional, de despojo violento, de paramilitarismo, desapariçons forçadas, massacres, ‘falsos positivos’, fossas comuns, exclusom, imposiçons neoliberais e manipulaçom da opiniom. Às mulheres pacifistas do mundo representadas em vocês pedimos atuar e extender as suas maos solidárias face o povo da Colômbia”.