NÓS-UP avalia resultados do 20-N
A organizaçom política de massas da esquerda independentista acabou de emitir um posicionamento público analisando os resultados eleitorais do passado 20 de novembro, e o qual reproduzimos integralmente.
No passado domingo, dia 20 de Novembro, decorreu umha convocatória eleitoral no Estado espanhol que, como já indicamos durante a campanha, fazia parte do roteiro marcado polo grande capital em meio da crise sistémica que sofre o capitalismo a nível internacional.
A configuraçom do novo parlamento espanhol saído dessa votaçom responde a umha tendência também internacional, que nos últimos dous anos fai com que o partido governante, seja qual for a sua orientaçom ideológica (social-liberal ou direita neoliberal), caia para deixar o lugar ao principal partido opositor. Assim tem acontecido desde o início da crise na Grécia, Reino Unido, Portugal… e todo o mundo sabia que o Estado espanhol nom seria umha exceçom.
Porém, os resultados do passado 20N podem dar lugar a alguns equívocos, se a leitura nom tiver em conta precisamente a situaçom de profunda crise socioeconómica e energética-ambiental que vivemos.
Assim, a posiçom de força institucional quase omnímoda com que sai o PP desse processo pode nom ser tal, por vários motivos. Primeiro, porque é mais resultante da debacle do PSOE do que de um ascenso de apoios eleitorais próprios; segundo, porque a previsível continuidade da crise e as políticas extremistas de corte neoliberal que vai aplicar, ao mandado do grande capital alemám, reorientarám o descontentamento social do PSOE para o PP, que governa a imensa maioria de comunidades autónomas e cámaras municipais, além do próprio governo do Estado.
Da mesma forma, o aparente enfraquecimento do bipartidarismo resultante da contagem de votos, a que apelam forças reformistas como IU ou, na Galiza, o BNG, fai parte do mesmo panorama de perda massiva de votos por parte do PSOE, e nom da coerência ou do avanço socialmente verificável das posiçons dos diferentes partidos institucionais minoritários.
Contodo, nom podemos deixar de manifestar a preocupaçom de observarmos como duas forças do espanholismo, umha reformista (Izquierda Unida) e outra de extrema-direita populista (UPyD) multiplicam os votos no nosso país (se bem esta última baixa em relaçom às Eleiçons Autonómicas), enquanto o autonomismo continua a perder base eleitoral e a alternativa da esquerda independentista continua sem ganhar apoios significativos.
Como pano de fundo, devemos também indicar que a queda da abstençom e o escasso incremento dos votos nulos e brancos mostra nom só a escassa influência eleitoral que ainda temos as organizaçons revolucionárias e independentistas que apelamos à abstençom, mas também a do chamado “movimento indignado”, que pareceu sumir diante da pugna eleitoral no interior do sistema.
A reflexom anterior deve ser completada com duas consideraçons finais:
- O Parlamento espanhol nom é um espaço de confronto democrático em que o povo trabalhador galego poda defender as suas propostas, já que, por definiçom, representa a negaçom da Galiza e dos interesses das suas classes populares.
- Isto é ainda mais certo em tempos de crise profunda como os que vivemos, nos quais a luita sociopolítica deverá ganhar a rua. Essa é a única esperança de que o roteiro burguês e espanhol a que figemos referência no início, que prevê umha depauperaçom generalizada como saída para a crise, mantendo intactos os privilégios da classe dominante, se veja contrariado pola realidade de um povo galego consciente que defende os seus interesses luitando.
Para que isso seja assim, NÓS-Unidade Popular continuará a bater-se no dia a dia, com toda a sua militáncia e empenho político, no caminho da Galiza independente, socialista e sem patriarcado com que sonhamos.
Direçom Nacional de NÓS-Unidade Popular
Galiza, 24 de novembro de 2011.












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