Abrente

Ediçons digitais da publicaçom trimestral do nosso partido

Documentaçom

Textos e outros documentos políticos e informativos de interesse

Ligaçons

Sites recomendados de ámbito nacional e internacional

Opiniom

Artigos assinados sobre temas de actualidade galega e internacional

Video

Documentos audiovisuais disponíveis no nosso portal

Home » Opiniom

Real cleptocracia. Nom pode ser: Obreiros na cadeia, corrutos no poder!

Quinta-feira, 10 Novembro 2011


 

A cultura política do franquismo desprestigiou, desprestigia a atividade política, aproveitou a ideia falangista, fascista, de “eu nom sou nem de direitas nem de esquerdas, a mim o que me interessa é que o fagam bem”. É o apoliticismo ativo que propugnaram e propugnam maioritariamente os que foram educados nas primeiras décadas do regime; os que ainda pensam como tardo-franquistas, a paradoxal ideia que com ténicos nom há ou nom é precisa a política. O mesmo que pensar que é igual respirar oxigénio que qualquer outro tipo de gás.

Telmo Varela é umha pessoa comprometida politica e socialmente, com familia real que fai parte eminente da geneanologia das famílias reais do povo trabalhador: empregados, desempregados e desempregáveis”. Telmo, um veterano militante operário com muitos anos de prisom às costas e umha trajetória de entrega à causa popular na Galiza, ocupava o posto de secretário comarcal da CUT em Vigo na altura da sua detençom em março de 2010. Foi acusado de participar em supostas açons de sabotagem contra interesses do Estado espanhol.

É preciso que exijamos a libertaçom de Telmo e de Miguel, que haja vozes como as de Telmo contra a afonia ditada, responsabilizados com as luitas populares; das famílias reais e dispostos a nom calar dentro ou fora do cárcere ou do parlamento; vozes que entre os e as galegas domesticadas impidam que podam normalizar a cleptocracia reinante.

Telmo foi novamente dispersado, agora para umha prisom em Salamanca. Segunda-feira 7 de novembro foi transferido da prisom de Dueñas (Paléncia) à de Topas.

No entanto, Urdangarin com “a infanta Cristina”, membros da Real familia e os quatro filhos, estam ainda auto-dispersados em Washington depois de que o genro do Bourbom, afilhado político do genocida Franco, que “reina mas nom governa” e que também se foi enriquecendo sem ter negócios visíveis, genro também de Sofia Glücksburg, consorte grega de cumprida e beligerante estirpe seletiva, está Realmente dispersado. Esta-o depois de ter aceite o cargo de conselheiro internacional da Telefónica, umha das maiores empresas de telecomunicaçons do mundo, para assim fugir da imprensa espanhola que vem publicando há vários anos notícias sobre os negócios do genro do rei de Espanha e, sobretodo, sobre o seu enriquecimento súbito. Urdangarin  fugiu para o exílio dourado, deixando a luxuosa casa de Barcelona avaliada na época em cinco milhons de euros.

Diego Torres, parceiro político-comercial de Iñaqui Urdangarin, foi submetido a um longo interrogatório. Avançam já em toda a imprensa do Reino que o sócio de Iñaki Urdangarin insistiu que todas as faturas estam justificadas. A suspeita de ilegalidades motivou um inquérito à empresa dos dous sócios, -o Instituto Noos de Investigaçom Aplicada,- que também organizara vários eventos para o governo das ilhas Baleares durante o mandato de Jaume Matas (PP) entre 2003 e 2007.
Urdangarin e Santos criaram umha rede de sociedades para onde eram canalizadas as verbas que o Instituto Noos recebia. O tal Instituto foi fundado em 1999 e nos seus estatutos assome-se como “sem fins lucrativos” e com a misom de realizar investigaçons, cursos, seminários e outros eventos relacionados com a competitividade inteligente entre as empresas. Entre 1999 e 2003 a empresa estivo inativa, tendo sido reativada com a entrada de Urdangarin como administrador. Um ano depois já era o presidente(nom existia cargo de rei), responsabilidade que mantivo até 2006. Durante todo o seu tempo na presidência Torres foi o gestor do Instituto.
Urdangarin, antigo jogador de basquetebol, figera parte da equipa olímpica espanhola nos Jogos Olímpicos de Atlanta (USA) em 1996 e foi assim que conheceu a infanta Cristina. Casarom no ano seguinte, abandonou o desporto profissional, estudou Administraçom de Empresas. Em Realidade concluiu um master em ESADE e foi eleito para vice-presidente do Comité Olímpico espanhol.
Num comunicado emitido esta quarta-feira, segundo o Grupo de Delinquência Económica da polícia espanhola, as provas reunidas no caso Palma Arena som fortes e claras, tornando “inevitável” que Urdangarin membro da auto-proclamada “familia real espanhola” se torne arguido. O seu sócio, Diego Torres, já fora indiciado. Neste cenário, e como explicarom fontes do processo, tornou-se “inevitável”, seja “citado como réu” no julgamento do caso para que explique as irregularidades na faturaçom da empresa.

A família política, real para os amigos da  Real Casa dos Bourbom, fai saber que se se manterá informada sobre o desenvolvimento do caso e que a Justiça deve dar os passos pertinentes para o esclarecer, mas que nom fará comentários.

Num dos seus recentes artigos no Diário Liberdade, Telmo afirma que “O povo trabalhador nom entendemos a que vam os soldados do exército fascista espanhol a essas guerras de rapina, assassinar povos que nom nos figérom nada, que estám vivendo tranquilos nos seus países de origem. Tampouco entendemos quais som os lucros dessas incursons para o povo, cuidamos que mais bem pagamos as conseqüências em milhares de milhons que saem do bolso de todos e todas as contribuentes”.

“A sociedade, sem tabus, necessita pór sobre a mesa o desmantelamento do exército e de toda a sua maquinária de terror e morte, assim como também a monarquia que, em tempos de crise é um luxo desnecessário.

Se som necessários cortes, comecemos por estes dous estamentos, já que nom teria efeitos negativos na populaçom, nom os iamos notar e seguiríamos a desfrutar serviços sociais básicos, como a sanidade e a educaçom pública”.

Há uns meses eu também afirmava nesse jornal eletrónico que “apesar dos seus determinantes reais genes e até o advento da, ou das repúblicas, continuaremos a trabalhar pola desapariçom de um sistema irracional e anacrónico, ainda que o rei e a família tenham um bom comportamento, só isso faltava!, a conduta nom revalida a continuidade de um sistema. O futuro nom pode depender de umha sociedade hierarquizada e patriarcal simbolizada pola coroa”.

Telmo, Miguel liberdade!