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Alfonso Cano morreu combatendo pola paz com justiça social numha nova Colômbia

Domingo, 6 Novembro 2011

Primeira Linha manifesta a profunda dor das comunistas galegas pola morte do comandante Alfonso Cano.

O nosso partido quer transmitir ao conjunto do povo trabalhador colombiano, ao Estado Maior Central das FARC-EP, a todas as unidades guerrilheiras e milícias bolivarianas, ao Partido Comunista Clandestino Colombiano, ao Movimento Bolivariano pola Nova Colômbia, a familiares, amizades e seres queridos, o mais sentido pésame por esta perda.

Alfonso morreu combatendo no coraçom do seu país, defendendo a única causa pola que vale a pena entregar a vida: a emancipaçom humana.

Faleceu com 63 anos de idade e toda umha intensa e exemplar trajetória vital ao serviço da segunda independência, plena soberania nacional e libertaçom social do povo colombiano.

Morreu como antes figérom Tánia, o Che e Camilo Torres, como Martín Caballero e Jorge Briceño, como o Piloto e Moncho Reboiras, como Abelardo Colaço e Lola Castro, combatendo coerentemente sem trégua o capitalismo.

A queda em combate do comandante em chefe das FARC-EP no dia de onte nas montanhas do Andes colombianos é umha má notícia para o povo colombiano e para qualquer revolucionári@.

Mas contrariamente ao exprimido polo máximo responsável do estado terrorista colombiano, estamos convencidas que a morte de Alfonso Cano nom vai provocar nengum início do final da insurgência porque as razons que provocárom o seu acionar quase meio século depois da sua fundaçom em Marquetália continuam intactas, porque as causas que gerárom o conflito político-militar em 1964 seguem inalteráveis.

A propaganda do imperialismo e da sua indústria mediática já prognosticáram este cenário após a morte de Raúl Reyes, Iván Ríos e Manuel Marulanda no fatídico março de 2008. Está plenamente demonstrada a falácia da tese da rendiçom e desmovimentaçom que confunde desejos com realidade.

O golpe mais contundente dado em toda a sua história” em palavras do genocida Santos pode ser umha boa manchete jornalística mas nom passa de ser puro ilusionismo da oligarquia militarista.

Colômbia é um regime narcoparaterrorista amparado polos USA. A oligarquia que converteu esta naçom numha imensa fossa comum, num dos países com maior número de deslocad@s (perto de 5 milhons), com mais de 250 mil pessoas desaparecidas e perto de 200 mil assassinadas, 7.500 pres@s polític@s, 68% da populaçom na miséria, mais de 2.500 sindicalistas assassinados na última década, poderá celebrar durante dias o parte de “vitória” de Juan Manuel Santos, mas sabe que a dia de hoje é inviável qualquer vitória militar sobre as guerrilhas e a luita de massas que desenvolvem estudantes, camponese, afrodescententes e proletariado.

O incremento do acionar militar da guerrilha e os contundentes golpes infringidos ao exército oligárquico, o incremento da luita de massas e a maciça abstençom nas fraudulentas eleiçons municipais do passsado domingo, confirmam o fracasso da intervençom imperialista na Colómbia após mais de umha década da implementaçom do “Plano Colómbia” promovido polos USA que, com sete bases no território, conta com o apoio militar direto de Israel e Gram Bretanha.

A morte de Alfonso Cano deve ser interpretada em chaves estritamente políticas. Pretende fechar qualquer possibilidade de diálogo e entendimento, de saída negociada a décadas de confrontaçom armada entre a oligarquia e as FARC-EP.

Com a morte de Alfonso Cano nas verdes montanhas selváticas do Cauca trunca-se a possibilidade ofertada polas FARC-EP -como genuína expressom de partido comunista em armas- de sentar umhas mínimas bases que facilitem um entendimento.

A oligarquia renegada e pró-ianque demonstra mais umha vez que nom é possível umha normalizaçom da vida política colombiana mentres houver umha confrontaçom entre classes sociais. A sua intençom é exterminar violentamente qualquer expressom de vontade revolucionária. A eliminaçom física do egrégio revolucionário procura reavivar a baixa moral dum exército colombiano duramente fustigado nos últimos meses polas colunas guerrilheiras que avançam firmes e decididas cara a vitória.

Primeira Linha manifesta a solidariedade internacionalista da Galiza rebelde e combativa com a exemplar luita revolucionária que com coragem e perserveráncia livram as FARC-EP nas montanhas, campos e cidade de Colômbia.

Estamos convendid@s que este revés nom alterará o curso da história e que o camarada que releve a Alfonso Cano na máxima responsabilidade da direçom colegiada das FARC-EP avançará um chanço mais no caminho da vitória.

Por Alfonso nem um minuto de silêncio, toda umha vida de combate!

Até a vitória sempre comandante Alfonso Cano!

Viva a Revoluçom Colombiana!

Comité Central de Primeira Linha

Galiza, 5 de novembro de 2011