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Muammar Kadafi: Grosso modo

Terça-feira, 25 Outubro 2011

A seguir reproduzimos um artigo da autoria do colaborador deste Portal Xavier Moreda, sobre a captura de Muammar Kadafi, o seu linchamento e execuçom, que já se converteu em umha nova destaca prova da imoralidade e brutalidade do imperialismo.

Muammar Kadafi: Grosso modo

  • Xavier Moreda

Nom estamos só perante mais um vídeo publicado polo Le Monde. Nom estamos assistindo a um reality show que mostra a Muammar Kadafi capturado vivo e linchado polos seus inimigos.

Estamos perante as imagens da tortura ao vivo de Kadafi ainda com vida. Comocionados. Impressionados em como a sociedade do espetáculo disfarça a visom da realidade; todas as imagens da guerra, narradas polo “nossoutros” que somos já se nom mudamos, umha generalizante locuçom adverbial: grosso modo.

Se nom denunciamos a tortura, seja de quem for, faríamos parte só de essa esquerda ornamental; inesquerda ou direita que delinque também por omissom, que permitiu que Kadafi fosse publicamente linchado, assassinado para nom ser levado a nengum tribunal.

Para que nom contasse todo, para que nom narrase as relaçons entre Berlusconi, a máfia e os filhos dele próprio, com Sarko ou com os britânicos serviços de inteligência, os mesmos que mantiveram e continuarám a manter as relaçons com Jalil e Jibril, membros e principais líderes do Conselho Nacional de Transiçom e, até de há pouco tempo fieis colaboracionistas do imperialismo travestido de libertador do povo líbio.

Somos apenas, se nom agimos: grosso modo. Diluídos no produto interno bruto e sangrento de marcado novo-rico sotaque chinês, em esse baralhete ininteligível; umha perniciosa gíria economicista que aumenta em locuçons vácuas,  paralelamente ao crescimento também dos genocídios dos assimilacionistas internacionáis quando já estam a exterminar acompanhados do abuso continuado dos eufemismos, qualquer soberania.

A quem dirigem as imagens que nom deixam nada à imaginaçom misericordiosa ou nom? é Alá misericordioso? buscam unir os democratas por imperativo legal, ou autoproclamados democratas? A quem consentem com o seu silêncio hipócrita?  buscam a unidade pola homogenizaçom, a homologaçom da violência necessária já fai parte da retórica cansativa dos que traduzem o espetáculo sangrento para criar a ilussom trapalheira, a miragem do consenso perante o massacre televisado para e por ocidente que tolera desde a superioridade cultural religiosa, a barbárie dos que sempre despreçou como infiéis na tradiçom espanhola, (los moros), igual que o regime bourbónico com Alfonso XIII, com Franco à cabeça mutilava, bombardeava, torturava em Marrocos e depois utilizando os mesmos métodos durante a guerra civil e no nosso genocídio.

Com o preconceito eurocentrista que tolera com o nariz tapado os assassinatos, com a permissividade consensuada dos imperialistas franco-anglo-estadunidenses acabam de utilizar convenientemente a barbárie e o ódio entre as tribos para se livrar de Kadafi que, como prisioneiro “julgável” era um perigo para eles.

Somos, ou pretendem que sejamos, grosso modo, povos muito mais avançados que amostramos porquê devemos segundo as diferentes doutrinas religiosas ou do tipo que for, dramatizar oportunamente; encenar um estado de preocupaçom que dura apenas alguns telejornais para procurar a ascensom de outros ditadores dependentes diretos do poder de ocidente.

O  governo que surgirá depois de uma luita feroz entre as diversas vontades e interesses que integram o atual CNT, poderá tal vez, renegociar assim a relaçom de forças entre as diferentes regions e tribos sem o kadafismo? Sem o kadafismo sucederá o mais provável: umha guerra continuísta sob a olhada e a direçom imperialista que ganha guerras a distância ou só com mercenários dos que escolhem a pátria comercial. Como em um reality show infame e infindo, numha espécie de velório em câmara frigorífica os telejornais de ocidente continuam projetando, grosso modo, umha maré de fotógrafos funerários que no “mundo civilizado”, jamais permitiriam.