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Milhares de docentes voltam a manifestar-se em defesa do ensino público na primeira das duas jornadas de greve previstas

Quinta-feira, 22 Setembro 2011

Ontem, dia 21 de setembro, decorreu a primeira das duas jornadas de greve convocadas polo conjunto de centrais sindicais galegas do setor educativo, contra a escalada de cortes e ataques protagonizados polo governo direitista do Partido Popular à frente da Junta da Galiza.

A habitual ‘guerra de percentagens’ que se segue a qualquer jornada grevista nom oculta a participaçom significativa do professorado, que nom chegou a ser massiva, talvez pola escassa e discontínua dinámica mobilizadora dos últimos meses e por chegar a convocatória logo na primeira semana de aulas. Contodo, a manifestaçom nacional que ontem decorreu em Compostela sim tivo umha resposta de proporçons importantes, com milhares de pessoas coreando a reclamaçom de demissom imediata de Jesus Vasques, titular da Conselharia de Educaçom no governo do PP.

A central maioritária, CIG, situou em 75% a adesom à jornada, enquanto o PP a deixou em menos de 22%. Já no dia anterior, o professorado protagonizou umha paralisaçom parcial nos centros de trabalho durante a manhá, estando previsto que umha nova greve volte a parar o conjunto do sistema educativo público da Galiza no dia 27, na próxima semana.

Ensino público: mais um setor precarizado

A principal reivindicaçom do professorado passa por rejeitar o alargamento do horário letivo imposto unilateralmente e sem qualquer negociaçom polo governo Feijó, assim como por denunciar as novas funçons alheias à atividade docente que estám a ser carregadas polo governo sobre o professorado.

Ambos aspetos tenhem umha dimensom que vai além dos legítimos direitos defendidos polos professores e professoras, já que implicam umha deterioraçom objetiva do sistema educativo público galego que já está a ser detetada na desapariçom ou reduçom de serviços como os de apoio e reforço educativo, ou mesmo na visível reduçom dos horários de bibliotecas.

Ao contrário do que a propaganda oficial afirma, o que está em causa nom é o número de horas de trabalho efetivo dos e das docentes, que continua a ser o que era, e sim o aumento, dentro desse horário, da carga letiva, o que impede que o professorado poda dedicar-se a atividades nom letivas que vinha fazendo nos centros em favor da qualidade do próprio serviço educativo. Da mesma forma, a maior carga letiva e o aumento de alunado nas turmas piora as condiçons de aprendizagem dos próprios alunos e alunas. A isso soma-se agora a atribuiçom de funçons que outros profissionais deveriam realizar, como as relativas ao transporte escolar, e que procuram reduzir pessoal e gasto público em serviços fundamentais para a comunidade educativa.

Ao anterior deve somar-se a eliminaçom de grupos, aumentando o número de alunos e alunas de cada um, a supressom de listas de substituiçom e o despedimento de professorado, bem como a diminuiçom da oferta educativa e inclusive o fechamento de centros, numha política de ataque sustentado ao sistema educativo público que contrasta com a manutençom do financiamento de centros privados por parte da administraçom pública autonómica.

A negativa do governo do PP a qualquer negociaçom com as forças sindicais e as declaraçons de dirigentes desse partido em que já começam a reconhecer que querem desmontar o caráter gratuito e universal do ensino obrigatório, obrigam a que a comunidade educativa galega mantenha o seu calendário reivindicativo. Porém, manifesta-se como insuficiente o nível de pressom que o pessoal docente está a dar à sua justa luita. Da mesma forma, parece imprescindível que se produza umha confluência com outros setores interessados na defesa do ensino público para conseguir deter a ofensiva extremista do grande capital europeu contra conquistas históricas dos povos, conseguidas com grandes sacrifícios que agora nom podem ser deitados ao lixo em nome de umha falsa “austeridade”.

Haverá que comprovar se essa confluência e o incremento da temperatura da luita é possível, vencendo a intensa propaganda com que o poder aplica o seu programa precarizador de serviços e direitos públicos, laborais e sociais. O educativo é só um dos ámbitos em que essa batalha vai livrar-se.