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Brigada Galega Moncho Reboiras regressou da Venezuela

Quinta-feira, 15 Setembro 2011

A iniciativa internacionalista promovida conjuntamente pola Associaçom Galega de Amizade com a Revoluçom Bolivariana e o Movimento Continental Bolivariano-Capítulo Galiza já está de volta no nosso país, após terem realizado umha intensa agenda de atividadades

A página web do MCB recolhe a crónica e umha galeria fotográfica da viagem, que polo seu interesse reproduzimos. 

No passado dia 3 de Setembro regressou da Venezuela a delegaçom galega em missom internacionalista que conheceu em primeira mao o processo de construçom de poder popular liderado polo Comandante Chávez nesta naçom caribenha.

A figura de Moncho Reboiras, militante revolucionário no sentido mais íntegro do termo e alicerce da esquerda independentista galega, foi quem volveu dar nome por segundo ano consecutivo a esta brigada de apoio à revoluçom bolivariana.

Esta segunda iniciativa internacionalista promovida conjuntamente pola Associaçom Galega de Amizade com a Revoluçom Bolivariana e o Movimento Continental Bolivariano-Capítulo Galiza, organizou umha delegaçom composta por militantes de diversas frentes de intervençom do MLNG quem pudêrom diagnosticar o actual estado de saúde da revoluçom bolivariana que está a fazer frente ao imperialismo ianque e ao poder das oligarquias regionais, e ademais dar a conhecer projecto político da militáncia comunista e independentista que viajárom desde a naçom galega.

A programaçom da agenda actividades tembém contou com a inestimável ajuda d@s camaradas do MCB na Venezuela quem soubêrom sintetizar os aspectos mais salientáveis da realidade política e social da via venezuelana ao socialsmo para facilitar à delegaçom galega a extracçom das múltiples conclusons sobre este grande processo de mudança.

Contato com a realidade venezuelana

Nos vinte oito dias de estáncia no país que viu nascer ao líder independentista Simón Bolívar, @s integrantes da brigada internacionalista pudêrom determinar com detalhe os diversos aspectos da realidade política e social da revoluçom bolivariana liderada por Chávez, declarada de carácter socialista desde o ano 2003, um ano depois do golpe estado auspiciado pola direita venezuelana e o imperialismo gringo.

A farsa propagandística promovida na Galiza através dos grandes meios de manipulaçom informativa como representam El Mundo, El País ou MEDIASET-España, nom tem base real e verídica algumha para sustentar todos os argumentos destinados a desvirtuar e combater o sistema político de poder popular que está a ser construído na Venezuela de inícios do século XXI. A delegaçom galega pudo constatar o grande nível de qualidade do sistema democrático venezuelano, nom contrastável a nengum dos estados que a dia de hoje componhem essa “Europa unida e forte” que chamam UE, e muito menos comparável à fortemente restringida democracia formal espanhola. A liberdade de informaçom e expressom no sistema venezuelano vê-se na rua através da venda normalizada dos grandes jornais financiados polo império ou na televisom onde há umha maioria esmagadora de meios privados que realizam propaganda anti-revolucionária durante as 24 horas de emisom, questom ante a qual reage o movimento popular bolivariano quem se organiza para impulsar meios televisivos e radiofónicos próprios.

A participaçom popular na vida política palpa-se com grande intensidade na rua, em especial com a construçom do projecto do poder comunal, os conselhos comunais, estruturas assembleares reguladas por lei e reconhecidas na actual Constituiçom bolivariana que constituim o principal exponente da fase do prcesso revolucionário venezuelano caracterizado pola dialéctica de duplo poder entre poder popular e poder institucional dentro do espartilho do modo de produçom capitalista. A vigorosidade do poder exercido polos conselhos comunais avança com passos firmes e decididos de cara a arrincar o poder político que ainda detenta a burguesia, porém a direita contrarrevolucionária sabe o potencial que representa e o objectivo que procura este projecto e por isso tenhem umha estratégia planificada de intervençom nos conselhos já detectada polo movimento popular bolivariano.

Os conselhos comunais bolivarianos complementam-se com a intervençom desde as instituiçons, a nível municipal e nacional. O Partido Socialista Unido da Venezuela actua como principal agente eleitoral das massas adscritas ao chavismo e ao mesmo tempo constitui o referente político mediante o qual artelhar alianças eleitorais unitárias, nomeadamente o Polo Patriótico, com o amplo tecido político da esquerda venezuelana comprometida com o desenvolvimento do actual esperançador processo.

O percurso realizado pola brigada galega por quase todo o norte da costa caribenha, desde o estado de Anzoátegui até o estado de Zúlia, permitiu conhecer alguns dos detalhes da rica experiência deste país na procura do socialismo que aos grandes meios espanhóis de desinformaçom nom lhes interessa divulgar. Entre outros a nossa militáncia internacionalista participou e conviviu durante doze dias com os camponeses da cidade comunal Planície de Maracaibo. Esta representa um projecto agrário de carácter socialista impulsado polo governo bolivariano que se encarregou há quase três anos de proceder à expropriaçom de terras aos grandes latifundários da zona que mantinham as suas propriedades improdutivas e agora som @s camponeses quem trabalham as terras para obter os produtos necessáros para a sua vida diária e os excendentes som distribuidos pola cooperativa da cidade comunal. Em troca de trabalhar a terra tenhem acesso directo e gratuíto a serviços sociais tam necessários e imprescindíveis como a educaçom, a sanidade e também a umha vivenda. A cidade comunal está composta por 2500 vivendas de carácter unifamiliar de recente construçom, todas elas tenhem os mesmos serviços com o objectivo de nom fomentar a desigualdade social e só se distinguem polas cores com a que estám pintadas (para diferenciar os sectores da cidade comunal) ou pola sua configuraçom exterior por razons culturais de membros de povos originários que se somam ao projecto.

A inclusom de povos originários ao projecto revolucionário é um repto reconhecido polo governo, posto que na Venezuela se conhecem múltiplas étnias originárias que polas suas condiçons de vida estám objectivamente interessadas em aderir ao processo bolivariano. Em concreto na cidade comunal da Planície pudêrom-se conhecer membros do povo wayúu, um povo arawak muito numeroso que se estende desde a zona oriental do estado colombiano até boa parte dos estados ocidentais de Venezuela, que resistiu à colonizaçom espanhola e mantém costumes e língua própria.

Intensa agenda de actividades da Brigada Galega Moncho Reboiras

A agenda programada polas entidades organizadoras desta visita internacionalista foi facilitada pola militáncia da esquerda revolucionária venezuelana que acompanhou em todo momento à nossa brigada. A apertada programaçom caracterizou-se polos múltiplos encontros realizados com diversos sectores do movimento popular que estám envoltos no processo revolucionário com os que se intercambiárom impressons e experiências sobre cada um dos marcos nacionais de luita. Estas fôrom, entre outras,

- Frente Alfredo Maneiro, composto por militáncia que trabalha em direcçom a realizar projectos de economia comunal,

- BravoSur, movimento juvenil revolucionário de vocaçom latino-americana com militáncia em diversos países ao sul do rio Bravo (o que separa México dos EUA).

- Frente Nacional Comunal Simón Bolívar, organizaçom política de massa da esquerda revolucionária,

- Frente Alfredo Lobera, estudantado revolucionário do Estado de Aragua,

- Relaçons internacionais do PSUV,

- Campamento Bolivariano, projecto popular informativo,

- Partido Comunista de Venezuela,

Também houvo oportunidade de conhecer a ligaçom existente entre as Forças Armadas venezuelanas e o movimento popular bolivariano, através da estrutura impulsada polo governo bolivariano chamada Unión Cívico-Militar. Realizou-se umha visita programada à base da 42º Brigada de Infantaria Para-Quedista de Maracay, conhecida historicamente por ser quem apoiou incondicionalmente e trouxo de volta ao Comandante Chávez à Venezuela bolivariana quando a direita protagonizou um golpe de estado no ano 2002. Nesta mesma base militar está instalado um centro da grande rede de economatos que o governo bolivariano estabeleceu por quase todo o país com o objectivo de assegurar a qualidade nutricional de todo o povo venezuelano, para o qual instituiu a rede de produtos alimentares subvencionados polo Estado, PDVAL.

A intençom de dar a conhecer a naçom galega e o projecto político do MLNG foi acolhida de bom agrado e a BGMR foi entrevistada em várias ocasions em diversos meios de informaçom radiofónicos ou televisivos, geridos polo poder popular bolivariano como RadioGirardot e COLORtv de Maracay, a rádio do emblemático bairro 23 de Enero de Caracas Al son del 23, e incluso umha televisom de propriedade privada do Estado de Aragua TvS.

De cara ao final do percurso da BGMR por Venezuela ficou umha agradável surpresa como foi a participaçom da delegaçom numha manifestaçom promovida polo PSUV em apoio ao Comandante Chávez devido ao delicado estado de saúde que está atravessando. Umha manifestaçom multitudinária tingiu de vermelho as principais avenidas da populosa cidade de Maracay e pudo-se observar por elas a insígnia da naçom galega ondear ao vento.

Objectivos cumpridos

A segunda BGMR avalia muito positivamente toda a experiência recolhida ao longo de todo o tempo da sua estadia na República Bolivariana de Venezuela porque permitiu adquirir umha boa muniçom de argumentos com os que combater toda a farsa propagandística contrarrevolucionária que promovem os colegas dos escuálidos na Galiza. Há umha revoluçom que está a ser protagonizada polo povo exporado que nom quer receber mais miséria da burguesia renegada da sua Pátria nem do imperialismo mais arrogante.

Por outra banda também serviu para dar conhecer diversos aspectos da naçom galega e da nossa luita nacional com a realizaçom de várias charlas arredor da figura que deu nome à Brigada, cum emotivo acto em Maracaibo no 12 de Agosto, ou sobre a história do movimento independentista galego.

A curiosidade da esquerda venezuelana sobre o actual ambiente de mobilizaçom social que percorre vários países da Europa e do norte de África também propiciou algumha palestra sobre o movimento d@s indignad@s e o papel do sindicalismo e do partido revolucionário na actualidade.

Desde esta breve crónica a BGMR quer saudar a todos os colectivos e entidades bolivarianas e socialistas com as que mantivo contato em quase um mês de estadia na Venezuela. Umha forte aperta internacionalista e revolucionária.

Galiza-Venezuela: a solidariedade é a tenrura dos povos. 

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