Abrente

Ediçons digitais da publicaçom trimestral do nosso partido

Documentaçom

Textos e outros documentos políticos e informativos de interesse

Ligaçons

Sites recomendados de ámbito nacional e internacional

Opiniom

Artigos assinados sobre temas de actualidade galega e internacional

Video

Documentos audiovisuais disponíveis no nosso portal

Home » Em destaque, Video

[Fotos e Video] MLNG defendeu contra vento e maré a independência da Pátria

Quarta-feira, 27 Julho 2011

As jornadas de luita e reivindicaçom de 24 e 25 de julho deste ano desenvolverom-se numha conjuntura qualitativamente diferente a de 2010.

À agudizaçom da crise capitalista, com as suas nefastas conseqüências no deterioramento das condiçons de vida de amplas camadas populares, há que acrescentar as mudanças no mapa político institucional municipal da Galiza.

De facto o novo governo municipal de Compostela condicionou umha parte das iniciativas do MLNG.

Mas também, após cinco anos respaldando as convocatórias das Bases Democráticas Galegas e Causa Galiza, NÓS-Unidade Popular com o respaldo do nosso partido recuperou a rua optando por convocar em solitário umha manifestaçom genuinamente independentista.

Espanha tenta impossibilitar VII jornada de Rebeliom Juvenil

Tal como temos informado a organizaçom juvenil da esquerda independentista convocou por sétimo ano consecutivo umha jornada de rebeliom dirigida à juventude mais combativa do nosso povo.

Nem o concerto nem a manifestaçom prevista se poido celebrar porque o espanholismo por meio de Conde Roa e Miguel Cortiço impugérom a violência institucional para evitar que BRIGA poidesse celebrar o seu multitudinário concerto em Belvis e a manifestaçom prevista na Porta Faxeira.

Pouco antes das 22 horas do 24 de julho dúzias de agentes das forças de ocupaçom espanhola começárom a identificar militantes de BRIGA que traziam bandeiras e diversos suportes propagandísticos para a manifestaçom.

Previamente um grupo de militantes já tinham sido bloqueados nas proximidades do Centro Social Henriqueta Outeiro para dificultar desenvolvimento da manifestaçom.

Após as identificaçons na Porta Faxeira a polícia espanhola carga contra a juventude sem dar tempo a configurar o início da manifestaçom. A partir de ai tenhem lugar escaramuças na rua da Senra que se prolongam numha zona velha inçada de forças políciais uniformdas e de agentes da polícia secreta.

BRIGA este ano nom poido percorrer as ruas da capital da Naçom perante a brutalidade policial seguindo as ordens do Delegado do Governo espanhol na Comunidade Autónoma.

Tampouco foi possível celebrar o já tradicional concerto de Belvis pola proibiçom de facto do governo municipal compostelano, mudando as condiçons da autorizaçom concedida previamente polo anterior governo municipal de José Sanches Bugalho.

Porém ao longo da madrugada tivérom lugar diversas sabotagens, ataques e barricads em diversos pontos da cidade. A juventude rebelde e combativa desafiou novamente a repressom espanhola.

Detidos e lesionados

Dous militantes de BRIGA fôrom detidos após a tentativa de manifestaçom, passando a noite nos calabouços das forças de ocupaçom até que a primeira hora da tarde, após declararem nos julgados, fôrom libertados.

Simom e Brandám incorporarom-se na praça da Galiza à manifestaçom de NÓS-UP entre a alegria e os aplausos das manifestantes.

Outro militante de BRIGA foi duramente espancado polas forças da UIP tendo que receber tratamento médico no complexo hospitalar de Compostela.

Para completar informaçom consultar o web de BRIGA.

Manifestaçom independentista

A mobilizaçom independentista partiu um pouco antes das 13.30 da Alameda compostelana entre gritos de “Avante já com a Unidade Popular” e “Independência”.

Embora a autorizaçom estava para as 13 horas o deliberado atrasso imposto por Causa Galiza para facilitar a assistência na sua mobilizaçom de contingentes de pessoas que participáram na manifestaçom do autonomismo, e também para dificultar a vertebraçom da manifestaçom de NÓS-UP, nom impedírom que salvo um incidente protagonizado polo “serviço de ordem” da plataforma soberanista, a normalidade fosse a tónica geral.

Um grupo reduzido de conhecidos ativistas de organizaçons que respaldam Causa Galiza tentárom infrutuosamente, empregando a violência, impossibilitar a saída da manifestaçom da Unidade Popular.

Lamentavelmente nom é este o único incidente entre a esquerda independentista e a iniciativa autodeterminista neste Dia da Pátria. Nos dias prévios a propaganda do MLNG foi sabotada em diferentes localidades do país como Lugo, Porrinho ou Vigo, sendo tapada esta por cartazes de Causa Galiza e outras entidades como AMI ou Ceivar.

Também o Centro Social Henriqueta Outeiro foi sabotado e pintada a súa fachada com frases injuriosas contra militantes de NÓS-UP.

A nossa corrente decidiu agir com responsabilidade e nom denunciar publicamente esta atitude durante a campanha do Dia da Pátria.

Porém agora sim cumpre informar que Causa Galiza incumpriu os acordos atingidos nas vias de diálogo abertas de tentar evitar qualquer confronto entre forças do campo soberanista.

Destacar que em Vigo, militantes da FPG e Adiante, com os seus responsáveis comarcais à cabeça, fôrom surpreendidos enquanto tapavam os cartazes de BRIGA e NÓS-UP.

Ao longo de quarenta minutos um quarto de milhar de pessoas marchárom detrás da faixa amarela que reclamava “Independência para a nossa Pátria, Socialismo para a nossa Classe, Feminsimo para o nosso Povo” num ambiente de alegria e combatividade.

A manifestaçom ia aberta por umha gigantesca bandeira nacional, seguida da faixa de cabeça portada por membros da Direçom Nacional de NÓS-UP.

A continuaçom umha faixa reivindicando a solidariedade internacionalista com presença das delagaçons internacionais presentes: MPD do Equador, esquerda abertzale de Euskal Herria, Puyalón de Cuchas de Aragom, Inicativa Comunista de Madrid e Endavant OSAN dos Países Catalans.

Por trás um mar de bandeiras vermelhas, lilás e da Pátria conformavam o grosso da manifestaçom complementada com umha faixa que reclamava a liberdade de Telmo e Miguel.

Na Alameda tinha sido maciçamente distribuido umha declaraçom de ambos presos para o Dia da Pátria editada polo CSAMT.

A manifestaçom foi permanentemente escoltada por dúzias de uniformados da polícia espanhola até que entrou na zona velha. Precisamente foi na Porta da Mámoa quando entre umha ovaçom se incorpora à mobilizaçom Raúl Palomanes Gonçalves, Responsável Comarcal de NÓS-UP da Lourinha e membro da Direçom Nacional, que tinha sido detido na noite anterior polas forças de ocupaçom.

“Espanha é a nossa ruina”, Sem feminsimo nom há Revoluçom”, “Bloque-PSOE-PP a mesma merda é”, “Galiza armada Galiza respeitada”, “Que queiram que nom Galiza é umha Naçom”, “Telmo, Miguel liberdade”, “Contra Espanha, contra o Capital luita obreira, luita nacional”, “Mulheres livres na Pátria libertada”, fôrom outras das palavras de ordem mais seguidas na manifestaçom.

Ato político na praça de Maçarelos

Com o Hino do Antigo Reino da Galiza deu início na praça de Maçarelos o ato político de manifestaçom de NÓS-UP.

A camarada Rebeca Bravo, após saudar e agradecer assistência à militáncia e simpatizantes presentes, denunciou a repressom a que foi submetida a juventude revolucionária galega organizada em BRIGA, solidarizando-se com os detidos e com todas as pessoas reprimidas ao longo do dia 24, cedendo a palavra a Raúl Palomanes.

O Responsável Comarcal da Lourinha denunciou os maos tratos aos que foi submetido pola polícia, o passo polos calabouços da Guarda Civil, Polícia Nacional e do Julgado, e a montagem policial que introduziu pedras e um isqueiro na sua mochila para poder incriminá-lo.

De seguido realizou-se a leitura dos comunicados de adesom chegados de Andalucia (Nación Andaluza), Argentina (Coletivo Amauta-Cátedra Che Guevara), Castela (Izquierda Castellana), Equador (PCMLE), Estado espanhol (Corriente Roja), Ocitánia (Libertat), Países Catalans (MDT), Portugal (Política Operária), República Dominicana (Movimento Camañista), e do Movimento Continental Bolivariano, que se reproduzem integramente no web de NÓS-UP.

Rebeca Bravo solicitou em nome de NÓS-UP a liberdade de todos os presos políticos galegos, denunciando o caso concreto de Miguel Nicolás e Telmo Varela, dando passo -entre um forte aplauso- o saúdo em audio que enviou Telmo desde a prisom da Lama.

A continuaçom intervírom Diego Tolosona em representaçom da organizaçom aragonesa Puyalón de Cuchas, Xavi Vázquez por Endavant (OSAN) dos Países Catalans, Roberto Rodrigez por Iniciativa Comunista de Madrid,  Iñaki Gil de San Vicente pola esquerda abertzale, e Marcia Quizhpi polo Movimento Popular Democrático do Equador.

Alberte Moço, porta-voz nacional de NÓS-Unidade Popular encerrou o ato político com um vibrante discurso entre contínuas interrupçons com palavras de ordem de adesom, que reproduzimos, no que incidiu na necessidade de reforçar a organizaçom de todas as formas de resistência obreira, nacional e feminista em parámetros revolucionários.

O canto do Hino Nacional deu por finalizada a segunda parte da jornada reivindicativa de NÓS-UP.

Vários encarapuçados fardados de preto procedérom à queima de umha bandeira espanhola entre gritos de independência das pessoas que tinham assistido ao ato político.

Jantar popular

Umha considerável parte das pessoas assistentes à manifestaçom confraternizárom num jantar popular realizado num restaurante compostelano.

Satisfaçom de Primeira Linha

Primeira Linha valoriza positivamente as iniciativas do MLNG. A ruptura da falsa normalidade democrática na noite do 24 e a manifestaçom de NÓS-UP constatam o incremento e desenvolvimento do projeto revolucionário da esquerda independentista e socialista galega.

A causa independentista, socialista e feminista, após cinco anos diluida em iniciativas mais amplas, voltou a ocupar as ruas de Compostela no Dia da Pátria sem subterfúgios nem maquilhagens.

A cifra de manifestantes, modesta mas digna, na mobilizaçom do 25 de julho ajusta-se às previsons e objetivos marcados polo MLNG, e sentam umhas bases para o novo ciclo anunciado nas iniciativas realizadas para comemorar há semanas X aniversário de NÓS-UP.

Estamos firmemente convencidas que este é o caminho a seguir, sem descartarmos participar em amplas alianças em base a programas avançados, mais nom em unidades estreitas com projetos de mínimos.