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PSOE e PP blindam privilégios vitalícios de ex-presidentes espanhóis

Quarta-feira, 13 Julho 2011

Quando ainda passarom poucos dias desde que o governo lograra superar o trâmite parlamentário para a aprovaçom de umha reforma das pensons que provocará um importante retrocesso das condiçons de vida das trabalhadoras e trabalhadores reformados, o PSOE e PP unirom os seus votos no Congresso para blindar os privilégios dos que gozam os ex-presidentes espanhóis.

PSOE e PP impedirom que se tramitasse umha proposiçom de lei que pretendia impedir que os ex-presidentes do governo, do Congresso e do Senado espanhóis puidessem cobrar as pensons vitalícias das que gozam e, à vez, outra retribuiçom pública ou um salário do setor privado, como acontece com José Maria Aznar e Felipe González que, entre outras, estám a soldo do setor energético. A tíbia proposiçom de lei apresentada pola catalana ERC, proponhia que os ex-presidentes puidessem perceber durante um período equivalente à metade do tempo que tiveram exercido o cargo e, como mínimo durante umha legislatura, umha asignaçom mensal equivalente ao 80% da retribuiçom mensal correspondente ao cargo que tiveram exercido.

O debate desta proposiçom de lei é bem significativo da catadura moral da casta política espanhola. Quando no Estado espanhol há mais de cinco milhons de trabalhadoras desempregados, dos quais na Galiza há perto de 240.000, e as relaçons laborais desreguladas que sofremos multiplicarom a contrataçom temporária e precária, PSOE e PP consideram que os mais de 6.000 euros mensais que recebem os ex-presidentes, aos que há que somar o que recebem do setor privado que superam os 100.000 euros anuais por exercer de conselheiros, som quantidades modestas mui acordes, supomos, com os novos tempos de austeridade da que tanto falam.