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Sindicatos anunciam mobilizaçons contra reconversom encoberta do Naval

Terça-feira, 12 Julho 2011

A crise que vive o Setor Naval viguês, submerso nos EREs e no desemprego para milhares de operários e operárias dos principais estaleiros e das empresas auxiliares, e agudizada nos últimos dias pola entrada em concurso de credores do estaleiro Barreras e pola suspensom do sistema de bonificaçons fiscais à contrataçom da UE, após a denúncia do mesmo pola Holanda, levou ao anúncio de mobilizaçons por parte dos sindicatos nacionais e de classe CIG e CUT.

Ontem, uns trinta operários de Barreras fechavam-se de maneira indefinida nas instalaçons do estaleiro, criticando a falta de informaçom da empresa sobre a solicitude de aplicaçom da Lei Concursal derivada das dívidas que acumula e da falta de trabalho, e exigindo umha soluçom ao problema.

A CIG, num comunicado público, qualifica a situaçom de “segunda reconversom encoberta” e apela à mobilizaçom social para evitá-la e garantir a continuidade deste setor estratégico na economia nacional.

Também a CUT coincide em interpretar a situaçom como reconversom disfarçada, assinalando que o Naval leva em crise desde há mais de dous anos e que som precisas já assembleias, greves e manifestaçons operárias.

O Naval galego, cujas principais empresas, e as auxiliares destas, levam meses apresentando EREs e enviando ao desemprego boa parte do seu pessoal, vive umha situaçom muito complicada que está a pôr em perigo o futuro de um setor historicamente golpeado polas decisons do Estado espanhol e da Uniom Europeia, numha das mostras mais palpáveis das consequências que a carência de soberania e a dependência de Estados e instituiçons estrangeiras tem para a classe operária galega e para toda a Naçom.

É precisa umha forte mobilizaçom operária e nacional neste setor vital para a Galiza e que o Estado espanhol, mais umha vez, abandona à sua sorte. E é preciso pôr de manifesto a necessidade de umha alternativa à dependência nacional e ao capitalismo que impeda que o futuro de dúzias de milhares de operários e operárias e das suas famílias seja decidido conforme aos interesses dos Estados burgueses mais fortes na Europa.