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[Video] Ira popular prende na Grécia contra as novas medidas antipopulares

Quinta-feira, 30 Junho 2011

Finalmente o Parlamento grego aprovou o novo plano de cortes sociais e laborais apresentado polo governo social-democrata do PASOK ao ditado da Uniom Europeia e do FMI.

Fica para hoje a aprovaçom das leis que permitirám ao governo grego aplicar esta nova agressom contra o povo trabalhador, em troca dos 12.000 milhons de euros (a quinta parte do “resgate” acordado em maio de 2010) que permitirám ao Estado grego seguir pagando aos seus creedores estrangeiros.

Em preparaçom está já o segundo “plano de resgate” que, segundo adiantou a UE, aportará à Grécia 100.000 milhons de euros (25.000 milhons aportados pola banca privada) a cámbio de novas medidas antipopulares e antiobreiras.

A greve geral de 48 horas convocada por várias centrais sindicais gregas, com destaque para a PAME, e apoiada por movimentos sociais, paralisou o país helénico e levou às ruas centos de milhares de trabalhadoras e trabalhadores. As mobilizaçons mais grandes decorrêrom em Atenas, onde os 155 “representantes do povo e da soberania nacional” que no Parlamento votárom a favor das medidas tivêrom que ser protegidos por milhares de mercenários policiais para evitarem a ira e a raiva populares.

A capital da Grécia converteu-se nestes dous dias no cenário de duros confrontos entre os representantes da violência estatal ao serviço do capital e a resistência popular. Contam-se por centos as pessoas feridas pola polícia e por dúzias os detidos e detidas durante estes confrontos. Nesta cidade foi atacada e incendiada a sede do Ministério de Economia, também bancos ou umha sede dos correios. Noutros pontos do país fôrom atacadas sedes do PASOK.

Mas nom só Atenas viveu a greve e as mobilizaçons. Tam só o sindicato PAME convocou manifestaçons em 65 localidades do país. Aliás o trabalho dos piquetes paralisou a atividade dos portos, das fábricas e do setor público.

O pacote de medidas aprovado inclui, entre outras medidas:

-Subidas dos impostos: tanto dos impostos diretos, com a criaçom da “taxa de solidariedade” (entre o 1% e o 5% os ingressos), como do IVA.

-Reduçom do gasto público: reduçom do salário de funcionários e funcionárias um 15%. Reduçom do salário dos empregados e empregadas de empresas públicas um 30%. Corte do 25% dos empregos públicos (150.000 postos de trabalho). Fusom ou feche de perto de 2.000 centros educativos. Reduçom do gasto em sanidade.

-Corte das prestaçons sociais: cortes na Segurança Social. Mais dificuldades para o acesso a subsídios públicos. Aumento da idade de reforma aos 65 anos, tendo que quotizar ao menos 40 anos para receber o 100% da pensom.

-Medidas antiobreiras: aumento do tempo diário de trabalho nom remunerado. Estabelecimento de salários de miséria para a juventude. Passos em direçom à aboliçom dos convénios coletivos, estabelecendo convénios de trabalho de duraçom determinada (o que significará despedimentos sem indemnizaçom).

-Privatizaçons e venda de bens públicos: venda de parte da participaçom estatal em Hellenic Telecom, Hellenic Postbank, nos Portos do Pireu e Tesalónica e na Lotaria. Futura privatizaçom da gestom de águas em Atenas, da refinaria estatal, dos aeroportos e das autoestradas.

Apesar da aprovaçom destas medidas mantém-se a vontade do povo grego de luitar contra as mesmas, assim como contra a Uniom Europeia e a burguesia, como se assinalava após a mobilizaçom da PAME em Atenas.

O povo trabalhador grego leva meses aprendendo na prática o significado real da “democracia” burguesa, da Uniom Europeia e do capitalismo. Miséria crescente, perda da soberania nacional e ausência da mais mínima capacidade de controlo e decissom em medidas tam importantes para o futuro da classe obreira e de todo o país. A saída desta situaçom só pode ser a Revoluçom socialista, que ponha os recursos nacionais ao serviço e sob o controlo da classe trabalhadora, negando-se a pagar as dívidas ilegítimas e libertando a Grécia do jugo a que a submetem o capitalismo europeu e internacional.

 

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