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“Operaçom Campeom” salpica BNG-UPG

Terça-feira, 14 Junho 2011

Já se converteu em algo habitual ver nas notícias algum novo caso de corrupçom.

Políticos, ex-políticos, empresários e membros dos corpos repressivos do Estado som detidos e imputados por prevaricaçom, fraude fiscal, subornos, saques de fundos públicos e outros delitos levados a cabo ao amparo de um cárrego público e destinado ao enriquecimento.

Todos os partidos do sistema, sem exceçom, veem-se salpicados nestas redes de corrupçom.

No passado mês de fevereiro, no quadro da “Operaçom Orquestra”, dirigida pola “Audiência Nacional” espanhola, eram detidos os presidentes das cámaras municipais de Cee (independente), Fisterra e Maçaricos (ambos do Partido Popular), dous vareadores e três empresários, acusados de estar implicados numha rede de corrupçom. Todos fôrom acusados dos delitos de prevaricaçom, tráfico de influências, aceitaçom de subornos e falsificaçom de documento público.

Posteriormente, a 24 de maio, numha operaçom coordenada pola juíza número 3 da “Audiência Provincial” de Lugo, Estela San José, eram detidas 15 pessoas vinculadas ao IGAPE e a três empresas lucenses, entre elas a companhia dedicada a produtos farmacêuticos Nupel e a estudos de engenharia Proitec.

Os dous altos cargos do IGAPE, órgao responsabilizado pola distribuiçom de ajudas públicas a empresas e projetos emprendedores, som o seu diretor Geral, Joaquín Varela de Limia Cominges, e o subdiretor de Informaçom Especializada, Carlos Silva Liste.

A investigaçom da “Operaçom Campeom” começou com umhas escuitas telefónicas no “combate” contra o narcotráfico em Arouça. Segundo fontes da investigaçom, citadas em meios burgueses, nestas escuitas o proprietário da empresa farmacêutica Nupel, Jorge Dorribo afirmava que conhecia o jeito de lograr ajudas da Junta de forma fraudulenta. Atualmente, é o único que entrou em prisom, acusado de fraude em subsídios públicos, falsidade documental, desvio de fundos, fraude fiscal e branqueamento de capitais.

Os vínculos do autonomismo com Nupel

As ligaçons do BNG-UPG com esta rede de corrupçom corrrespondem à presença de Xoán Manuel Bazarra, ex-vereador do BNG em Muros, no organograma de comando no grupo de empresas de Dorribo.

Bazarra, que posteriormente à sua passagem pola política municipal ocupou o cargo de chefe do gabinete da Conselharia da Indústria do bipartido, dirigida polo membro do Comité Central da UPG Fernando Blanco, começou a trabalhar para Jorge Dorribo no ano 2009 após a sua saída da Junta pola perda das eleiçons.

Com anterioridade, Nupel teria recebido um subsídio de 1,45 milhons de euros pola Direçom Geral de I+D+i, na qual Bazarra teria influência.

Na atualidade, o ex-vereador exerce de executivo na sucursal que a empresa tem em Andorra. As atividades da empresa farmacêutica no estado pirenaico estariam sendo investigadas por um suposto delito de desvio de fundos, fraude fiscal e branqueamento de dinheiro.

Esta nom seria a primeira vez que Barraza se vê envolvido num suposto caso de corrupçom. Em junho de 2009, umha vez deslocado o governo bipartido da Junta, o Partido Popular denunciava que Carrumeiro Media SA -empresa ligada ao BNG- se teria beneficiado de 78 contratos que superavam os 1,1 milhons de euros durante os quatro anos de governo PSOE-BNG. Entre os clientes, podemos encontrar a vicepresidência de Anjo Quintana, com 750.000 euros em contratos, a Conselharia de Indústria de Fernando Blanco, com 330.000 euros e a Conselharia de Meio Rural, do upegalho Soares Canal, com 34.700.

Entre os administradores da empresa, encontravam-se Alberte Ansede, ex-secretário de Organizaçom do BNG, e Xoán Manuel Bazarra.

Segundo o jornal compostelano El Correo Gallego, “Jorge Dorribo manteria muito boas relaçons políticas especialmente com Fernando Branco”, o qual se encarregaria de inagurar umha das centrais de Nupel no Polígono do Ceao. O dirigente da UPG e o ex-diretor de A Nosa Terra, Afonso Eiré, tomariam os copos juntos no Budha, segundo o citado jornal.

Dorribo também teria ligaçom com o ex-presidente da Deputaçom de Lugo, Cacharro Pardo.

O outro centro da rede seria o grupo Proitec, empresa cuja atividade principal é conseguir ajudas da Junta. No web da Conselheria de Indústria do bipartido, figurava como “entidade colaboradora” para a “implantaçom de sistemas de gestom”.