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Julián e a Venezuela bolivariana

Terça-feira, 7 Junho 2011

 

Narciso Isa Conde

“Quisesse ver a terra dando voltadas como um caramelo, olhar as crianças com um sorriso de sabor a mel, que nom os convertam em instrumentos que após velhos nom som mais que lixos desecháveis, que cousa tam cruel”

(Cançom do camarada Julián Conrado, cantor das FARC-EP)

Podo dizer-lhe que estaremos em frente às perversas sançons anunciadas por EUA contra Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA).

Porque nom haverá agressom oligárquica-imperialista contra o processo bolivariano liderado por Chávez que nom receba a nossa condenaçom e disposiçom ao combate.

Às direitas, ao grande capital, ao imperialismo senil e guerreirista -como dizia o Che jamais lhe cederemos “nem um tantinho assim”. Fique isto absolutamente claro.

Mas a essa Venezuela bolivariana queremos reiterar-lhe o dito o passado 9 maio, imediatamente depois o apressamento e extradiçom a Colômbia do camarada e jornalista Joaquín Pérez Becerra; sobretodo agora que se lhe aplica a mesma receita ao cantor das FARC Julián Conrado, criador da cançom “Senhor Governo” conhecida aqui por Tiro al Blanco: “por trás de você se esconde um mundo de corrupçom”.

Ontem foi criminalizada a palavra, a prosa do jornalista com sensibilidade humana, agora forom encarceradas a poesia, o acordeom e a guitarra insubmissas.

Entom, o que dissemos ontem, conserva hoje maior validade:

“Estas cousas parecem -mas nom som- de história-ficçom”

“Todo parece indicar que a praça livre bolivariana, a Venezuela de Chávez, lamentavelmente e de maneira absurda, se está a tornar a cada vez mais hostil em frente a setores muito conseqüentes e muito comprometidos com a defesa das essências desse processo… o principal oásis da unidade bolivariana apresenta certos sinais de esgotamento, expressadas em negativas de abraços solidários e em contubérnios utilitários injustificáveis a favor dos protagonistas do Estado terrorista colombiano; aceitados agora incongruentemente como aliados de ocasiom pese a ser os seus inimigos impernitentes” (Parágrafos da Carta Aberta à Venezuela Bolivariana)

Inclusive a reiteraçom dessa afrenta indica mais que isso: o pacto de Chávez com o governo de Santos está em plena fase de desplegue e profundizaçom. E nom é um pacto qualquer: equivale à reconciliaçom de umha admirável Venezuela -proclamadamente bolivariana- nada mais e nada menos que com o Israel da nossa América, patrocinado como regime terrorista, guerreirista e criminoso por EEUU.

Isto é como para sentir um profundo mal-estar na alma, que no entanto, nom nos leva à depressom, muito menos a doblegar-nos.

A solidariedade manterá-se, mas sem resignar as críticas a esse rumo ominioso e quase suicida.