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AGIR posiciona-se ao respeito da Lei de Convivência e Participaçom da Comunidade Educativa

Quarta-feira, 4 Maio 2011

A organizaçom estudantil da esquerda independentista, AGIR, vem de fazer público um posicionamento ante a nova normativa aprovada polo Conselho da Junta da Galiza que só pretende “punir, castigar e situar o estudantado numha situaçom de inferioridade perante o professorado e o poder adulto”.

Reproduzimos na integra o comunicado.

 Frente ao autoritarismo do ensino, unidade estudantil

 

A organizaçom estudantil da esquerda independentista AGIR quer fazer públicas as seguintes consideraçons a respeito da aprovaçom polo Conselho da Junta da Galiza da Lei de Convivência e Participaçom da Comunidade Educativa:

  1. Nom existem causas objectivas que determinem a necessidade de realizar umha normativa específica para evitar e punir o acosso escolar. As campanhas mediáticas realizadas em torno a isto baseárom-se em casos mui concretos e específicos e sem qualquer tratamento científico-social e estatístico. As motivaçons desta legislaçom som outras.

  2. Esta lei, entre outras cousas, procura umha base legal para a realizaçom dos inquéritos sobre a língua veicular. Este espúrio interesse que há detrás da norma é totalmente arbitrário e procura a espanholizaçom do nosso país, pois é impossível umha escolha igualitária entre duas língua numha situaçom de diglossia. As administraçons públicas emanadas do nosso povo tenhem a obriga de procurar a normalizaçom da nossa língua, como o nosso maior património coletivo, além da múltipla suma de escolhas individuais.

  3. A grande novidade é converter o professorado em “autoridade pública” com todos os atributos que isto outorga, entre eles o princípio de veracidade. Isto supom que em caso de qualquer conflito num centro educativo, a palavra do professorado será tomada de início como veraz, tendo o estudantado afetado obrigado a demonstrar o contrário. Imaginamos já as catastróficas consequências que isto trará para combater os numerosos casos de maltrato físico e acosso sexual por parte do professorado ao alunado do ensino meio.

  4. Porque, além de retóricas vácuas, esta lei consiste exatamente nisto: em punir, castigar e situar o estudantado numha situaçom de inferioridade perante o professorado e o poder adulto. Esta nova normativa autonómica nom procura luitar contra o acosso e a conflitividade nos centros de ensino, pois as causas destes som produto de problemáticas sociais que vam além do sistema educativo; senom que leva as dinámicas que se estám a implementar na sociedade à educaçom: controlo das masas e submissom aos corpos repressivos.

  5. A soluçom às problemáticas de acosso nos liceus de ensino meio passa obrigatoriamente por impulsar a organizaçom do estudantado para que ele tome consciência de si mesmo como coletivo. Só assim desaparecerám as agressons ao estudantado por parte do corpo docente, ante o medo deste às possíveis repercussons e represálias, e também assim o alunado do ensino meio conhecerá os princípios da solidariedade e o apoio mútuo, antagónicos aos impulsados polo próprio sistema, fundamentais para impedir a violência entre iguais.