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AGIR ante a criaçom dumha nova organizaçom estudantil nacionalista

Segunda-feira, 4 Abril 2011

Reproduzimos o comunicado feito público por AGIR ante a constiuiçom dumha nova organizaçom estudantil o passado 26 de março.

AGIR a respeito da criaçom dumha nova organizaçom estudantil nacionalista

A história do Movimento Estudantil Galego está cheia de cisons e ruturas orgánicas, polo qual nom é surpreendente, embora pudesse parecer o contrário, que num mesmo ano académico surjam mais duas novas organizaçons estudantis, sendo estas formalmente cisons da organizaçom do estudantado autonomista, Comités.

Para avaliar esta conjuntura, há que ter em conta a funçom do movimento estudantil como escola política e exército militante de reserva que ao tempo pode funcionar como campo de provas: numha situaçom de descomposiçom política da matriz, a frente estudantil é a primeira área onde se materializa a rutura.

Assim, a criaçom de MEU corresponde-se à luita política estabelecida na direçom do nacional-autonomismo, onde a corrente formalmente mais reacionária decide dar um golpe na mesa e tentar criar umha nova base de apoio para o seu projeto. A génese determina a forma e MEU é o paradigma perfeito, pois a sua assunçom da terminologia neoliberal, a sua defesa do financiamento universitário privado e as suas posturas a favor do pseudo-bilingüismo social só qualificam a mediocridade política e os seus espúrios interesses.

O estudantado da USC bem os conhece, quando na greve de 16 de Dezembro (o dia seguinte à sua própria constituiçom), se prestárom velozes à criminalizaçom das atitudes coerentes do estudantado combativo.

Porém, umha observaçom detalhada mostra o ridícula e demagoga que é a insistência com que estas novas cisons remarcam a sua suposta independência política como movimento social. Assim, no caso de serem independentes politicamente, porque reproduzem discurso? Porque os postos de máxima responsabilidade som ocupados por militantes de organizaçons politicas juvenis? Porque há duas cisons e nom umha, do estudantado “independente e democrático”?

Caso à parte é a nova organizaçom estudantil fundada em 26 de Março deste 2011. Repetindo o mesmo discurso grandiloqüente a que nos tenhem afeitas certos setores do nacional-autonomismo, essa contradiçom brutal entre a praxe e a palavra, fam umha construçom ideológica que nom trata sobre os problemas do ensino real na Galiza. Adotam formalmente posturas que outros levamos defendendo desde há dez anos, e fam-no fazendo gala de oportunidade histórica e responsabilidade política, mas mantenhem a inércia do seu passado nos Comités, que apenas lhes serviu para ir de renúncia em renúncia.

Também neste caso a independência política joga um papel fundamental no discurso, mas, que independência política pode haver quando a prática totalidade da filiaçom é também parte integrante de Galiza Nova? Que independência politica poder haver quando a maioria da direçom é militante dumha organizaçom com responsabilidades em Galiza Nova? Nom estamos diante de nengumha renovaçom, só a repetiçom das mesmas dinámicas que o reformismo juvenil de Galiza Nova leva anos praticando.

Ainda assim, nom é um problema de independência politica, mas de orientaçom político-ideológica. As cisons dos Comités estám chamadas a repetir renúncias e fracassos, porque a sua direçom está marcada polos interesses eleitoralistas e pola consolidaçom de estruturas políticas sem mais horizonte que a discussom sobre o reparto de cargos, postos e liberaçons.

Nós, AGIR, a organizaçom estudantil da esquerda independentista, fazemos conscientemente parte integrante dumha corrente politica que aspira a derrubar Espanha, o Capital e o Patriarcado. Trabalhamos no ensino para a acumulaçom de forças, pulando pola libertaçom educativa ligando-a dialeticamente com a libertaçom nacional e social de género. Afirmamo-lo claramente, sem oportunismos. Levamos dez anos construindo umha organizaçom que nos dias de hoje é decana entre os coletivos estudantis de ámbito estritamente nacional.

Temos claro que o caminho é a auto-organizaçom da militáncia da esquerda independentista e socialista também na frente estudantil, trabalhando por conseguir amplas unidades de base assemblear além das distinçons ideológicas. Vimos demonstrando isto com coerência e combatividade e podemos afirmar com conhecimento de causa que nom existem atalhos.

Houvo multidom de tentativas de criar umha estrutura estudantil independentista alheia a AGIR, a última, em forma de espasmo, a conversom de um coletivo independentista em organizaçom juvenil e estudantil através dumha fictícia fusom com umha entidade fantasmagórica.

No Movimento Estudantil Galego, a constáncia é umha virtude e a coerência umha aliada, nós continuaremos o nosso caminho: quando chegar o momento, a luita porá cada quem no seu lugar.

Viva o Movimento Estudantil Galego!

Direçom Nacional de AGIR

Galiza, 4 de abril de 2011