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A guerra euro-estado-unidense na Líbia: mentiras oficiais e erros de conceito dos críticos

Segunda-feira, 4 Abril 2011

James Petras

Introduçom

Um dos defeitos básicos dos argumentos dos críticos das guerras europeu-estadounidendes é o de recorrer a estereótipos, generalizaçons e argumentos sem nengumha base fática. A idéia mais comum sobre a guerra europeu-estadounidense na Líbia é que “está todo relacionado com o petróleo” (o embargo de poços de petróleo).

Por outro lado, os porta-vozes dos governos europeus e estadounidense defenderom a guerra alegando que se trata de “salvar vidas civis que enfrentam o genocídio”, um ato de “intervençom humanitária”.

Seguindo aos poderes imperialistas, a maioria dos que passam por ser A Esquerda nos Estados Unidos e Europa, desde democratas sociais, marxistas, trotskistas e outro surtido de progressistas, afirmam seguir e apoiar um levantamento de massas revolucionário e nom a umhas quantas petiçons de intervençom ativa dos poderes imperialistas ou, o que é o mesmo, a ONU, para provavelmente ajudar à “revoluçom social” para que derrote à ditadura de Gaddafi.

Estas afirmaçons e as variaçons desses argumentos carecem absolutamente de substância e contradim a verdadeira natureza dos poderes imperialistas de USA, Reino Unido e França, baseada em acrescentar o militarismo, tal como se evidenciou em todas as guerras em curso durante a década passada (Iraque, Afeganistám, Somália, etc.). O que é revelador neste contexto de intervençom militar na Líbia é que todos os principais países que se recusarom participar na guerra estám motivados por diferentes tipos de expansom global: forças económicas e de mercado. China, Índia , Brasil, Rússia, Turquia, Alemanha, os países capitalistas mais dinâmicos da Ásia, Europa e o Médio oriente estám, em parte, opostas à resposta militar “aliada” porque nom vêem (com razons sólidas) nengumha ameaça para a sua segurança, vêem umha porta aberta para aceder ao petróleo, um clima de investimento favorável e nengum signo de um resultado democrático e progressista entre as elites dispares que competem polo poder e o favor de Occidente entre aqueles aos que os meios etiquetarom como “rebeldes”.

1- Os seis mitos sobre Líbia: Direita e Esquerda

O princípio dos poderes imperialistas e os seus porta-vozes nos meios alegam que estám a agredir militarmente a Líbia por “razons humanitárias”. O seu passado e a sua história recentes histórias argumentam o contrário. As intervençons no Iraque tiverom por resultado mais de um milhom de mortos, quatro milhons de civis deslocados e a destruiçom em massa de toda umha civilizaçom, incluindo os sistemas de distribuiçom de água, eletricidade, os centros de investigaçom , museus…

Desenlaces similares resultarom da invasom a Afeganistám. O que denominarom como intervençom humanitária resultou em umha catástrofe humana. No caso do Iraque, o caminho para a barbárie imperialista começou com “sançons”, progrediu para umha “zona de exclusom aérea”, depois em divisons e, mais tarde em invasom e ocupaçom e no desencadenamento de umha guerra de sectarismo tribal entre escuadrons da morte paramilitares dos rebeldes “libertados”. O mesmo pode-se dizer do assalto imperialista contra Jugoslávia, também justificado como umha “guerra humanitária” contra um “regime genocida”, que levou a 40 dias de bombardeio em massa e a destruiçom de Belgrado e outras grandes cidades, a imposiçom de um regime terrorista mafioso na província da Kosova e o estabelecimento nesse mesmo lugar de umha base militar de EUA.

O bombardeio de Líbia destruiu infraestrutura civil, aeroportos, estradas, portos, centros de comunicaçom, ao igual que objetivos militares. As sançons e os ataques militares expulsarom a dezenas de corporaçons multinacionais e gerarom um éxodo de centos de milhares de trabalhadores e técnicos imigrantes africanos, de Oriente Próximo e do norte da África, devastando a economia e criando desemprego em massa em longo prazo. Por outra parte, seguindo a lógica de prévias intervençons militares, o pedido aparentemente “moderado” de patrulhar os céus via umha “zona de exclusom aérea” leva diretamente a bombardeios terrestres de civis e de objetivos militares com o objetivo de derrocar ao governo. Os belicistas imperialistas que estám a atacar a Líbia, ao igual que os seus predecessores, nom estám comprometidos com nada que remotamente se pareça a um gesto humanitário: estám a destruir as vidas civis que se supunha que deviam salvar, como aconteceu anteriormente o caso no Vietnám.

2- Guerra por petróleo ou petróleo para a venda?

Um dos estereotipos mais repetidos pola esquerda, ou ao menos esses esquerdistas, é que a invasom imperialista é para “apoderar-se do controlo sobre o petróleo de Líbia e entregar-lho às multinacionais”.

Os fatos sobre o terreno contam-nos umha história diferente: as companhias petroleiras multinacionais da Europa, Ásia, EUA ou qualquer outro lugar já “tomarom” milhons de hetares de campos petrolíferos na Líbia, algumhas já estám bombeando e exportando petróleo e gás e estám colheitando grandes benefícios para, ao menos, a maior parte de umha década. A “exploraçom por convite” das Corporaçons Multi-Nacionais (MNC, polas suas siglas em inglês), desde Gaddafi até as companhias petroleiras maiores, é um processo em marcha desde princípios dos anos ’90 até o presente.

A lista de grandes companhias de petróleo estrangeiras na Líbia supera à da maioria dos países de maior produçom de petróleo no mundo inteiro. Inclui a British Petroleum com umha licença de sete anos em duas concessons de mil milhons de dólares em investimentos planificados. A cada umha destas concessons implica a exploraçom de enormes áreas de Líbia por parte de BP, umha do tamanho do Kuwait, a outra do tamanho da Bélgica (libyonline.com). Cinco assinaturas japonesas, incluindo a Mitsubishi e a Nippon Petroleum, Eni Gás da Itália, British Gás e Exxon Mobil assegurarom-se contratos de prospeçom e exploraçom em outubro do 2010. Em janeiro do 2010 as concessons petroleiras na Líbia beneficiavam maiormente a companhias de EUA, especialmente Ocidental Petroleum. Royal Dutch Shell, Total (França), Oil Índia, CNBC (Chines), Pertamina da Indonésia, e a noruega Norsk Hydro também estám incluídas entre as multinacionais que obtiverom contratos (BBC News, 03/10/2005).

Apesar das sançons impostas por Reagan em 1986, Halliburton trabalhou em projetos de mil milhons de dólares desde os ’80. Durante o tempo no que o anterior Secretário de Defesa (de EUA), Cheney, foi conselheiro delegado de Halliburton, liderou a luita contra as sançons argumentando que “como naçom há enorme valor em ter negócios americanos em todo mundo” (Halliburtonwatch.com). As sançons contra Líbia forom levantadas em 2004, baixo o mandato de Bush. Durante a presente década Gaddafi convidou a mais companhias estrangeiras a investir em Líbia que qualquer outro regime do mundo. Claramente, com todos os países imperialistas europeus e EUA explorando já o petróleo da Líbia a escala de massa, o argumento de que “a guerra é polo petróleo” faz águas? ou petróleo!

3 – Gaddafi é um terrorista

No período prévio ao ataque militar estadounidense, o Tesouro, liderado pelo súper agente israelita Stuart Levey, instituiu umha política de sançons congelando 30 mil milhons de dólares em ativos líbios argumentando que Gaddafi era um tirano assassino (Washington Pós, 24/3/11). No entanto, exatamente sete anos antes, Cheney, Bush e Condoleezza Encrespe retirarom a Líbia da lista de regimes autoritários e pedirom-lhe a Levey e os seus secuaces que retirassem as sançons. Todas as grandes potências européias seguirom os seus passos: Gaddafi foi bem-vindo nas capitais européias, os primeiros-ministro visitarom Trípoli e Gaddafi correspondeu desmantelando unilateralmente os seus programas de armas nucleares e químicas (BBC, 5/9/08).

Gaddafi cedeu ao cooperar com a campanha de Washington contra grupos, movimentos e indivíduos incluídos na arbitrária lista de terroristas de Washington, prendendo, torturando e matando a suspeitos de pertencer à Al-Qaeda, expulsando a militantes palestinianos e criticando a Hezbollah, Hamas e outros adversários de Israel. O Comité de Direitos Humanos de Naçons Unidas estendeu-lhe a Gaddafi um certificado de saúde. As elites de Ocidente deram as boas-vindas ao viro político de Gaddafi, mas nom o salvarom de um ataque militar em larga escala. Reformas neoliberales, apostasia política, antiterrorismo, eliminaçom de armas de destruiçom em massa? todo isto debilitou ao regime, acrescentou a sua vulnerabilidade e o isolou de qualquer aliado antiimperialista conseqüente. As concessons de Gaddafi figerom do seu regime um objetivo fácil para os militaristas de Washington, Londres e Paris.

4- O mito das massas revolucionárias

A esquerda, incluindo à socialdemocracia, os verdes e até aos partidos da esquerda socialista da Europa e EUA, seguindo aos seus mentores imperiais, e suscetíveis à propaganda de demonizaçom de Gaddafi dos meios de comunicaçom de massas, justificarom o seu apoio à intervençom militar em nome do “povo revolucionário”, de que as massas amantes da paz “luitam contra a tirania” e organizando milícias populares para “libertar ao país”. Nada pode estar mais afastado da verdade.

A raiz do levantamento armado é Bengazi, um semilheiro de partidários tribais e clientes do deposto rei Idris, quem governou com punho de ferro um país semifeudal, quem outorgou umha das suas maiores bases aéreas a EUA (Wheeler) na conca do Mediterráneo. Entre os líderes em pugna do “Conselho de Transiçom” (que pretendem conduzir, mas que tenhem poucos seguidores organizados) há expatriados neoliberais que promoverom a invasom euro-norte-americana e que só podem chegar ao poder utilizando os mísseis ocidentais. Eles esperam poder desmantelar as companhias petroleiras públicas sócias em empresas conjuntas com as companhias multinacionais. Todos os observadores independentes informam da ausência de qualquer movimento reformista (nem falar de organizaçons revolucionárias ou movimento democrático).

Informa-se de que as milícias armadas em Bengazi mostrarom-se mais ativas à hora de cercar, prender e executar a qualquer membro da rede nacional de civis ativos nos “comités revolucionários ” de Gaddafi, assinalando-os arbitrariamente como “quintacolunistas”, que em comprometer às forças armadas do regime. Os líderes mais importantes das massas “revolucionárias” de Bengazi som dous desertores recentes do que a esquerda chama o “regime assassino” de Gaddafi: o anteriormente ministro de Justiça, Mustafa Abdul Jalil (quem processou a dissidentes até o dia anterior ao levantamento armado), Mahmoud Jebril, um importante gaddafista neoliberal, destacado por convidar às multinacionais a fazer-se cargo dos campos de petróleo, e Ali Aziz a o-Eisawa, o anteriormente embaixador de Gaddafi na Índia, quem mudou de barco quando pareceu que o levantamento podia ter sucesso.

Estes auto-proclamados líderes dos “rebeldes” som partidários acérrimos da intervençom euro-estadounidense, tanto como previamente era partidários da ditadura de Gaddafi e promotores das tomadas de posse dos campos de petróleo e gás por parte das MNC. Os chefes do conselho militar “rebelde” som Omar Hariri e o Gral. Abdul Fattah Younis, anterior cargo do Ministério do Interior, ambos com longas histórias (desde 1969) de reprimir qualquer movimento democrático. Nom é raro que estes comandos militares desertores seja completamente incapazes de animar às suas tropas, simples recrutas, para somar às tropas leais a Gaddafi, e que todos esperem poder subir à carroça das forças armadas anglo-franco-estado-unidenses.

A ausência das mínimas credenciais democráticas entre os líderes das forças contrárias a Gaddafi está emparejada com a sua abjeta dependência e servilismo às forças armadas imperialistas para que os subam ao poder. O seu abuso e perseguiçom dos trabalhadores imigrantes da Ásia, Turquia e especialmente da África subsaariana, as suas falsas acusaçons de que som suspeitos de ser “mercenários”, auguram desgraça para qualquer ordem democrática possível, ou para a recuperaçom de umha economia dependente do trabalho imigrante ou de qualquer vestígio que ficasse de um país unificado com algum parecido a umha economia nacional.

A composiçom da auto-proclamada liderança do “Conselho Nacional de Transiçom” nom é nem democrática, nem nacionalista, nem é capaz de unir ao país. Menos ainda é capaz de criar postos de trabalho, perdidos polo assalto armado ao poder, e de sustentar os programas de assistência social e a renda per capita mais alta da África.

5- Al-Qaeda

A maior concentraçom geográfica dos terroristas da Al-Qaeda está precisamente nas áreas dominadas polos “rebeldes” (Cockburn: Counterpunch, 24 de março de 2011). Durante mais de umha década, Gaddafi, em sintonia com o respaldo à agenda “anti terrorista” de Bush e Obama, tem estado em primeira linha da luita contra Al-Qaeda. Agora som eles quem se tenhem alistado nas filas dos “rebeldes” que luitam contra o regime de Gaddafi.

Do mesmo modo, os chefes tribales, os clérigos fundamentalistas e os monárquicos do este tenhem estado ativos livrando umha “guerra santa” contra Gaddafi e recebendo armas e proteçom aérea dos “cruzados” ingleses, franceses e estadounidenses, ao igual que os talibans e os fundamentalistas islâmicos lhe derom as boas-vindas ao apoio da Casa Branca de Carter-Reagan para derrocar ao regime secular no Afeganistám. A intervençom imperialista está baseada em “alianças” com as forças mais retrógradas de Líbia, com resultados pouco claros sobre a futura composiçom do regime, e com a perspetiva de umha estabilidade política que permita ao grande negócio do petróleo regressar e explorar os recursos energéticos.

6- “Genocídio” ou guerra civil armada

A diferença dos levantamentos populares árabes em curso, o conflito líbio começou como umha insurreiçom armada, dirigida para a violenta tomada de poder. A diferença de outros governantes autocráticos, Gaddafi assegurou-se o respaldo regional das massas entre um setor substancial da populaçom sobre a base de umha bem financiada assistência social e programas de morada. A violência é inerente a qualquer levantamento armado e, umha vez que se esgrime umha arma e se trata de tomar o poder, nom existem fundamentos para reclamar que os “direitos civis” de um estám a ser violados. Entram em jogo as regras da guerra, incluindo a proteçom dos civis nom combatentes e o respeito polos direitos e a proteçom dos prisioneiros de guerra.

As infundadas acusaçons de “genocídio” por parte da Europa e EUA, amplificadas polos meios de comunicaçom de massas ocidentais, e repetidas polos vozeiros da “esquerda” qual loros, som contraditas polos relatórios diários de um número de mortos e feridos de um ou dois dígitos, resultado da violência urbana de ambos bandos, dado que o controlo das cidades e os povos vai mudando de um bando a outro.

A verdade é a primeira vítima em umha guerra civil e ambos bandos recorrerom a mentiras monstruosas sobre vitórias, vítimas, demos e anjos.

O certo é que este conflito começou como umha guerra civil entre duas elites: umha autocrácia estabelecida, floreciente, paternalista e neoliberal, com apoio popular substancial e, a outra, umha elite financiada e treinada por ocidente, respaldada por um grupo amorfo de tribos regionais, clérigos e profissionais neoliberais sem credenciais democráticas nem nacionalistas.

Conclusom

Se nom é o humanitarismo, o petróleo ou os valores democráticos, qual é a força impulsora da intervençom imperialista da Europa e EUA?

Há umha pista na eleiçom seletiva da intervençom armada. Em Bahrein, Arabia Saudita, Iemem, Jordânia, Qatar, Omam, governantes autocráticos aliados de e respaldados polos governos imperiais da Europa e EUA prenderom e assassinado impunemente a manifestantes pacíficos. No Egipto e Tunísia, EUA financia a umha junta cívico-militar autoproclamada e conservadora para que impeça umha transformaçom social democrática e nacionalista profunda, para que promova “reformas” económicas neoliberais dirigidas por cargos eleitorais pró-imperialistas. Enquanto os críticos liberais acusam a Ocidente de “hipocrisia” e “dupla raseiro” polo bombardeio de Líbia, mas nom no caso dos carniceiros do Golfo, em realidade os governantes imperialistas estám a usar idêntico raseiro imperialista em todas as regions. Eles defendem aos regimes clientes e estratégicos em onde possuem bases aéreas e navais, dirigem operaçons de inteligência e plataformas logísticas para prosseguir as guerras em curso no Iraque e no Afeganistám e para ameaçar a Irám. Atacam a Líbia porque ainda se nega a colaborar com as operaçons militares de Ocidente na África e o Oriente Próximo.

A feiçom central está em que quando Líbia permite que a maioria das grandes multinacionais européias e estadounidenses saqueiem a sua riqueza petrolífera, ainda nom é um ativo geopolítico estratégico. Tal como escrevemos em artigos anteriores, a força motriz da construçom do império estadounidense é militar, nom económica. De facto, sacrificarom-se interesses de milhares de milhons de dólares na implantaçom de sançons contra o Iraque e Irám; a guerra do Iraque fechou a maior parte da exploraçom de petróleo durante mais de umha década.

O ataque a Líbia dirigido por Washington (a maioria das incursons aéreas e os mísseis estám a cargo de avions e submarinos de EUA) é parte de um contra-ataque geral contra os movimentos populares e prodemocráticos árabes mais recentes. Ocidente está a respaldar a repressom dos movimentos prodemocráticos em todo o Golfo, está a financiar à junta egípcia, proimperialista e proisraelí; está a intervir na Tunísia para assegurar que qualquer novo regime chave “corretamente alinhado”. Respalda o despotismo em Argélia e os ataques diários de Israel contra Gaza. E agora, na Líbia, apoia um levantamento de ex gaddafistas e monárquicos de direita que prometem se alinhar militarmente com os construtores de impérios de EUA e Europa.

Os poderes regionais e globais impulsionados por um mercado regional e global dinâmico negam-se a entrar neste conflito porque pom em perigo o seu acesso ao petróleo, incluindo a atual exploraçom a larga escala de fontes de energia baixo o mandato de Gaddafi. Alemanha, Chines, Rússia, Turquia, Índia e Brasil estám a crescer a muita velocidade ao explorar novos mercados e recursos naturais, enquanto os estadounidenses, ingleses e franceses gastam milhares de milhons em guerras que desestabilizam mercados e fomentam guerras de resistência em longo prazo. Reconhecem que os “rebeldes” nom som capazes de obter umha vitória rápida, ou de criar um ambiente estável para os investimentos em longo prazo. No poder, os “rebeldes” converteriam-se-i em clientes políticos dos seus padrinos militaristas imperiais. Por outra parte, o empurre militar dos invasores imperialistas tenhem consequências graves para as economias de mercado emergentes. Estados Unidos apoia aos rebeldes da província chinesa do Tibet e aos separatistas “rebeldes” de Uyghur em todas partes. Washington e Londres respaldam aos separatistas do Cáucaso russo. A Índia está alerta polo apoio militar estadounidense a Paquistám e as suas reivindicaçons em Cachemira. Turquia opom-se aos separatistas curdos apoiados por Estados Unidos e fornece armas às suas oponentes iraquianas.

O precedente líbio de umha invasom armada imperialista a favor dos seus clientes separatistas presagia problemas para o mercado das potências emergentes. É umha ameaça viva para o florescente movimento libertário árabe. E o golpe definitivo para a economia estadounidense: três guerras podem avariar qualquer orçamento mais cedo que tarde. Mas, sobretodo a invasom socava os esforços dos democratas, os socialistas e os nacionalistas líbios para libertar ao país da ditadura e os reaccionários a quem apoia o Império.