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XV Jornadas Independentistas Galegas: um novo contributo para a formaçom da militáncia comunista

Sábado, 2 Abril 2011

A XV ediçom das Jornadas Independentistas Galegas, que o nosso partido vem organizando de maneira ininterrompida há outros tantos anos, serviu neste ano para realizar umha reflexom coletiva sobre a crise capitalista baseada em argumentos de peso apresentados por três especialistas na questom, provenientes, dos Països Cataláns, Portugal e Euskal Herria.

O secretário-geral de Primeira Linha, Carlos Morais, explicou o contexto e os motivos que levárom o nosso partido a escolher a temática deste ano, lembrando as perguntas recolhidas no texto de apresentaçom difundido um pouco por todo o País nas últimas semanas, na campanha de difusom da convocatória deste 25 de março.

A natureza e o alcance da crise, a saída revolucionária como única viável para o êxito da classe trabalhadora na sua luita histórica contra o capital. Eis algumhas questons abordadas ao longo do dia no Centro Social do Pichel, na capital da Galiza.

Antes, Carlos Morais lembrou que a ediçom deste ano coincide com a iminente comemoraçom do Dia do Direito Universal dos Povos à Rebeliom Armada, coincidindo com o aniversário da morte do líder revolucionário colombiano Manuel Marulanda, em 2008. A partir daí, o Movimento Continental Bolivariano, em que se integra a esquerda independentista galega, começa a comemorar cada 26 de março.

A lembrança estendeu-se a Benigno Andrade, Foucelhas, guerrilheiro antifranquista; José Castro Veiga, Piloto, guerrilheiro assassinado pola Guarda Civil em Belesar no dia 15 de março de 1965 e um dos últimos guerrilheiros resistentes antifranquista; Henriqueta Outeiro, a mulher que mais responsabilidades políticas e militares chegou a deter ao longo dos anos 40 do passado século como integrante da guerrilha galega; Moncho Reboiras, morto em Ferrol por tiros da polícia franquista, alicerce da esquerda revolucionária socialista e independentista; Lola e José, integrantes caídos do Exército Guerrilheiro do Povo Galego Ceive, organizaçom armada ativa nos anos 80 e 90.

Antes de começarem propriamente as Jornadas, a última lembrança foi para Miguel e Telmo, dous trabalhadores do sul da Galiza que continuam em prisom como conseqüência de operaçons repressivas da Guarda Civil espanhola nos últimos meses. Ambos fôrom aplaudidos polo público assistente.

A sessom da manhá serviu para possibilitar umha aproximaçom teórica ao conceito de crise no capitalismo, à natureza múltipla da atual e às suas manifestaçons e perspetivas. Foi umha brilhante exposiçom de Francisco Ferrer, teórico do Seminário de Economia Crítica Taifa, da Catalunha, que utilizou material audiovisual auxiliar e prolongou a sua palestra até passadas as 14 horas, com intervençons intercaladas do público.

A sessom da tarde foi iniciada por Ana Barradas, a camarada portuguesa integrante do coletivo comunista Política Operária, que já noutras ocasions tem participado nas Jornadas Independentistas Galegas. A sua alocuçom centrou-se na realidade atual do imperialismo e na sua manifestaçom na Líbia e noutros cenários de conflito atuais no mundo. A sala principal do Centro Social do Pichel encheu-se por completo já a partir da manhá, mas sobretodo ao longo da tarde, durante a inetrevençom de Ana Barradas e de Iñaki Gil de San Vicente.

O marxista abertzale basco, habitual em eventos formativos e de debate fomentados polo nosso partido no nosso país, analisou de maneira extensa a atual crise, com as preciosas ferramentas analíticas do marxismo e com umha perspetiva política, sem esquecer os fundamentais condicionantes económicos para umha crise de grandes dimensons como a atualmente em curso.

O anti-imperialismo foi analisado como pedra de toque de umha política revolucionária na atualidade, com várias ofensivas simultáneas do império contra diferentes povos no Oriente Médio e no Magreb, e ameaças sérias na América Latina. Quando as expressons reformistas da esquerda anos atrás críticas com algumhas guerras imperialistas hoje participam de armas e bagagens nos ataques da NATO na Líbia, torna-se mais importante conseguir unificar as correntes populares realmente anti-imperialistas na mobilizaçom contra a guerra.

A necessidade de situar a política no posto de comando para afrontar a situaçom de crise e fortalecer os instrumentos de luita do movimento popular para as luitas sociais que já estám a vir e as que virám, foi um argumento unánime nas pessoas participantes nos debates ao longo da tarde.

Após as intervençons de cada participante, umha mesa redonda entre Francisco Ferrer, Ana Barradas e Iñaki Gil de San Vicente, moderada polo camarada Carlos Morais, serviu para debater sobre questons controversas ou esclarecer aspetos das diferentes palestras ao longo do dia.

O Comité Central de Primeira Linha, reunido dias depois da realizaçom das XV Jornadas Independentistas Galegas, avaliou positivamente esta nova ediçom de um evento fixo no calendário da esquerda independentista na última década e média, por onde tenhem passado algumhas das principais figuras teóricas do marxismo galego e internacional.

O nosso partido continuará a fortalecer e enriquecer esta oferta formativa e de debate, com o objetivo de que, como até agora, continuem a ser úteis para novos contingentes de militantes da esquerda independentista galega empenhada em fazer realidade o sonho da Revoluçom Galega.