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Esquerda independentista contra a nova guerra imperialista

Sexta-feira, 25 Março 2011

As organizaçons da esquerda independentista NÓS-Unidade Popular e BRIGA denunciárom mediante comunicados a nova agressom imperialista contra o povo da Líbia.

NÓS-Unidade Popular denuncia a arbitrariedade da decisom do Conselho de Segurança que, sem ter estudado o informe da delegaçom enviada à Líbia, optou por dar credibilidade à versom difundida polos meios burgueses a respeito duns supostos bombardeios contra a populaçom civil de que nom se conhecem quaisquer provas. Segundo denuncia a organizaçom política, a preocupaçom da chamada “comunidade internacional” pola defesa dos direitos humanos ficou ao descoberto, ao apoiar a repressom dos regimes árabes “amigos” contra as suas respeitivas populaçons, enquanto inicia umha guerra contra a Líbia que só procura apropriar-se dos seus recursos energéticos.

Pola sua parte, a organizaçom juvenil, denuncia o papel do Estado espanhol na operaçom bélica e pom de manifesto os interesses geopolíticos e económicos que há por trás da agressom.

Ambas as organizaçons fam um apelo ao povo galego para se manifestar e para impulsionar comités e plataformas que denunciem nas nossas ruas a guerra imperialista.

A juventude obreira contra a guerra

O mesmo estado burguês cujo presidente se fotografava nom há muitos meses com o líder líbio Khadafi, dispujo os primeiros avions que bombardeam desde a tarde de onte o país do norte africano. França começou com o despregamento por ár que já continuárom o Reino Unido e EUA. Os três países, membros da aliança terrorista OTAN, estám “legitimados” polo espantalho da ONU e apoiados por alguns outros estados que também aderírom à iniciativa bélica.

Entre esses estados está o espanhol, com importantes bases militares no território galego, e que deverá responder ante a história com Zapatero à cabeça polos crimes que o imperialismo provocará de forma visível na Líbia. Crimes impunes como os executados polo chefe do estado líbio durante mais de quarenta anos, durante os quais o seu regimem tem sido acusado das mais diversas actividades ditas “proterroristas”, assim como também doutras actuaçons nom tam contrárias aos interesses do imperialismo, como o recente financiamento da campanha eleitoral de Sarkozy.

Porém, e em meio do sangue e fogo que cruça as fronteiras de vários países árabes, quando no Iémen, Bahrein, Marrocos, Arábia Saudita ou Síria continua a morrer a gente massacrada polas forças de repressom, a determinaçom do imperialismo tem sido colocar todas as luzes sobre Líbia, exercendo umha censura desde há semanas que como é regra impediu a informaçom livre sobre os acontecimentos em curso numha grande área do planeta.

O povo trabalhador dos estados em conflito nom precisa da salvaçom do neofascismo pró-ianque e pró-UE. Nom precisa de saqueios imperialistas nem de grandes oportunidades para o negócio a raiz da devastaçom, como honestamente e sem vergonha manifestava o presidente das Cámaras de Comercio espanhol Gómez-Navarro respeito da situaçom de Japom. Nom precisa de ambiciosos emprendedores capitalistas que aproveitem a crise de poder que se gerará em Líbia para passar das boas negociaçons com que até hoje se abria o mercado daquele país, ao avassalamento sem soberanias de por meio.

A juventude galega trabalhadora é contra a guerra imperialista, as suas burdas manipulaçons, a sua intoxicaçom mediática, o seu cinismo atroz e a sua violência mortal. Somos pola revoluçom dos e das trabalhadoras dos povos do mundo contra os tiranos e a dominaçom do capital sobre o trabalho.

NOM À GUERRA IMPERIALISTA!

NÓS-Unidade Popular contra a guerra e pola soberania dos povos: Fora imperialistas da Líbia!

A arbitrária aprovaçom de umha resoluçom do Conselho de Segurança da ONU, sem nem sequer ter estudado o informe elaborado pola delegaçom previamente enviada à Líbia para conhecer a realidade sobre o terreno, supom mais um passo da ONU numha doutrina intervencionista e criminosa contra os povos do mundo.

Tanto a ONU como os seus máximos representantes, esses que gozam de um injustificável direito de veto e que se consideram com direito a decidir sobre a soberania das naçons, carecem de qualquer legitimidade para iniciar um ataque como o que começou no passado sábado. Sobretodo, quando sabemos que, enquanto decidem atacar a Líbia, dúzias de manifestantes continuam a ser detidos, torturados e assassinados em “países amigos” como o Bahrein, o Iêmen, Arábia Saudita ou Marrocos.

Em nome da “proteçom dos civis”, centenas de líbios e líbias fôrom já assassinadas e feridas polos avions franceses e británicos, polos mísseis tomahawk estado-unidenses. Todo indica que caminhamos para umha nova página da história negra do imperialismo, escrita por ditado da principal potência militar mundial e inimigo número 1 dos povos: Os Estados Unidos da América, cujo único interesse é espoliar os recursos energéticos líbios, nomeadamente o petróleo, destruindo o país se for preciso para conseguir o seu objetivo.

Se realmente funcionasse umha instituiçom internacional que representasse os interesses dos povos, os máximos representantes do imperialismo norte-americano deveriam ser os primeiros a ser conduzidos a tribunais internacionais para responderem por tantos crimes como tenhem protagonizado e continuam a protagonizar com total impunidade e a colaboraçom necessária de potências menores como o Estado espanhol.

Os povos do mundo devem reagir e, também no caso da Galiza, a resposta popular deve ser organizada em forma de protestos nas ruas contra esta nova agressom injustificável dos gendarmes do mundo capitalista. Deve ser igualmente denunciada a atitude dos que, estando na oposiçom parlamentar, protestavam contra a Guerra do Iraque, enquanto agora que governam mandam as suas tropas navais e aéreas contra um povo inocente que sofrerá centenas ou milhares de vítimas se a guerra continuar. PP e PSOE identificam-se mais que nunca com a mesma política genocida contra a Líbia, o país mais desenvolvido e igualitário da regiom, que poderá seguir idêntico caminho que o seguido polo maltratado povo iraquiano há menos de umhá década.

NÓS-Unidade Popular apoiará e participará das iniciativas que forem articuladas no seio do povo trabalhador galego em solidariedade com o povo líbio, polo fim da guerra imperialista e pola sua autêntica libertaçom, que só poderá ser protagonizada polos próprios trabalhadores e trabalhadores da Líbia.

Contra a guerra imperialista, NATO, fora da Líbia!

Galiza com o povo líbio e contra o imperialismo!

Galiza, 21 de março de 2011